sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Educação e cotas no ensino superior

Na tranqüilidade de suas mansões preparando-se para mais um turno escolar (escola privada), que sejam custar a bagatela de 2.000,00 reais,o cidadão da elite deste país ou mesmo da classe média alta, sofre arrepios quando ouve mencionar que o governo optou por corrigir uma injustiça histórica, mesmo que não seja o mais perfeito dos planos,mostra que alguém deixou a covardia de lado, deixou também de lado a falácia da tal democracia racial,escolas federais bancadas por todos, freqüentadas apenas por membros da classe A,os demais pobres coitados freqüentadores de escolas municipais e estaduais de ensino de péssima qualidade, restam as funções que a aristocracia não aceita executar,de uma volta vá nos grandes shopping Center, grandes bancos,nos hospitais, conte nos dedos quantos negros estarão em algum cargo que não o de faxineiro, cozinheiro, servente ou pedreiro.
Hora, pois dirão os são contrários a leis de cotas para negros, existem brancos que também estão no mesmo barco, no que qualquer ser mediamente inteligente responderá, foram os brancos caçados como animais nos confins da áfrica e tratados como peças de trabalho por 400 anos, tiveram ao longo da historia as mesmas oportunidades de emprego, estudo, acesso a saúde, certamente que não,o resto é a velha conversa de político demagogo.
Dificuldades no aprendizado por parte dos discentes, e de comunicação e transmissão de conhecimentos, normas e regras claras por parte do corpo docente, são comuns no ambiente escolar brasileiro, vem daí a necessidade de termos meios da moderna tecnologia que nos aproximem o publico alvo, em ultima hipótese o aluno,para que o mesmo mostre-se mais interessado naquilo que ninguém jamais tirará dele o saber, seja pobre, rico, negro ou índio. 
Uma das vertentes a ser  discutida com mais ênfase são as mudanças contínuas em busca de novas  tecnologias que estejam mais aptas a  influenciar na forma de vida, trabalho,e estudo, causando a necessidade de transformação aos processos de ensino e aprendizagem. O uso do fax, computador, além de serviços prestados via satélite mostram que o conhecimento está mais acessível, pois reduz as fronteiras do espaço e do tempo.
É difícil imaginar nos dias de hoje o uso de máquinas de escrever, ao invés de computadores, já que alguns modelos são encontrados no museu histórico. Ou então trocar o e-mail pelo sistema de cartas. Quanto tempo perderia a espera de uma resposta que agora chega dentro de alguns segundos.
(...)A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), aprovada em 1996, trouxe um grande avanço no sistema de educação de nosso país. Esta lei visa tornar a escola um espaço de participação social, valorizando a democracia, o respeito, a pluralidade cultural e a formação do cidadão. A escola ganhou vida e mais significado para os estudantes".
Outros dados da educação brasileira:
Taxa de abandono (2008): 4,8%
Taxa de reprovação (2008): 12,1%
Taxa de aprovação (2008): 83,1%
Matrículas na Educação Básica (2009): 52.580.452
Fonte: MEC/Inep
Pelo menos em números estamos chegando ao primeiro mundo, quanto o mais o futuro dirá.
A LDB
Principais características
·         (...) Darcy Ribeiro foi o relator da lei 9394/96
·         Gestão democrática do ensino público e progressiva autonomia pedagógica e administrativa das unidades escolares (art. 3 e 15)
·         Ensino fundamental obrigatório e gratuito (art. 4)
·         Carga horária mínima de oitocentas horas distribuídas em duzentos dias na educação básica (art. 24)
·         Prevê um núcleo comum para o currículo do ensino fundamental e médio e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. 26)
·         Formação de docentes para atuar na educação básica em curso de nível superior, sendo aceito para a educação infantil e as quatro primeiras séries do fundamental formação em curso Normal do ensino médio (art. 62)
·         Formação dos especialistas da educação em curso superior de pedagogia ou pós-graduação (art. 64)
·         A União deve gastar no mínimo 18% e os estados e municípios no mínimo 25% de seus respectivos orçamentos na manutenção e desenvolvimento do ensino público (art. 69)
·         Dinheiro público pode financiar escolas comunitárias, confessionais e filantrópicas (art. 77)
·         Prevê a criação do Plano Nacional de Educação (art. 87)"
Como podemos observar, a LDB e uma normativa que norteia o ensino no país, mormente o ensino básico e o médio,infelizmente ao tomaram medidas unilaterais de cima para baixo, sem levarem em consideração as dimensões continentais do país ,o que nos leva a termos realidades dispares,e cometendo a insensatez de trocar a qualidade do ensino pela quantidade no ensino, em suma estamos criando agora para um futuro não muito distante um quadro horripilante de analfabetos funcionais.
educação nas series iniciais do ensino no Brasil é vergonhosa assim como é vergonho o investimento por aluno do país em relação ao PIB ignorando que para se construir o futuro o investimento teria que ser feito hoje agora, para que se colhessem frutos a médio e longo prazo,deixam passar a máxima do ensino que  é ,sem as ferramentas adequadas qualquer estudante não passa de um analfabeto funcional, que é o que vemos em todas as series do ensino publico no Brasil, seja no ensino fundamental seja no médio,a exceção ainda é o ensino superior que conta com universidades de renome,  porém ainda sim querem jogar a culpa por seu desapalheramento, nas recentes políticas afirmativas tomadas em favor das minorias, destacando-se entre elas os negros e indígenas. 
 Alunos das escolas públicas salvo raríssimas exceções não recebem a preparação e o ensino adequados para que enfrentem em grau de igualdade os alunos advindos do ensino em escolas particulares,por isso quando um entre milhões consegue alcançar a universidade federal , é matéria nos jornais do país inteiro, isso para mim soa como uma grande hipocrisia, já que são a maioria dos matriculados em todas as seriés iniciais do ensino publico deveriam ter o mesmo numero de vagas a eles garantida no ensino superior deveriam também serem a maioria nas escolas publicas, ai sim vem a grande verdade as universidades publicas ,financiadas com o dinheiro dos pobres é freqüentada em 90% dos casos por ricos, disso não escapa nem os programas estudantis de financiamento  bancados pelo governo federal, onde já foram pegos no Paraná e em são Paulo,Rio de janeiro e minas gerais jovens com carros importados bolsistas,isto é usurpando o direito de quem realmente precisa com a conivência de reitores e outros mais.


nem só do pão vive o homem, assim diz a bíblia, porém nossos governantes,apenas e tão somente apenas querem suprir as necessidades do povo brasileiro ávido por saberes com pão e água,até quando isso bastará para lhes garantir os votos?
Racismo institucional


 O processo de cotas implementado no Brasil é um dos mais revolucionários do universo estudantil brasileiro de todos os tempos. Dos anos 30 até os anos 2000, as universidades brasileiras funcionaram como um feudo das elites deste país. 
 Existem poucos países no mundo de um racismo tão irraigado quanto dissimulado quanto o Brasil, poucos países no mundo usam de forma tão excludente o componente composto pela dualidade negro e pobre.
 Não nos iludamos de que exista uma lei para com  os negros que estão fora, mas eles viveram a vida toda excluídos  (da universidade). Nosso racismo  é estrutural e  institucional, por isso o ambiente exclusivo. 
Segundo a maioria dos antropólogos pesquisadores da questão, toda  crítica socioeconômica contra as cotas é falha, assim como o argumento de que a análise dos pedidos é subjetivo.
Sendo uma sociedade onde campeia a corrupção e o levar vantagem em tudo, existe a possibilidade real, de algum incauto se pintar de negro a apresentar-se como candidato dentro do sistema de cotas.
Romper com modelos tradicionais pura e simplesmente de nada adiantará, tampouco a confecção de longos e inócuos  diagnósticos , projeções e trabalhos acadêmicos que se mostram longe de terem uma aplicação pratica na atualidade.  É necessário ousarmos na criação de um novo cenário educacional, que se encaixe em nossas reais possibilidades. E dever de todo profissional da área educacional ou mesmo na de gestão escolar, lutar para que haja por parte dos órgãos competentes mais investimentos, que visem minorar deficiências crônicas, herança de anos de abandono de nossas escolas. Tudo precisa ser repensado, desde salários, estruturas físicas, e mesmo o modelo de gestão, que embora tenha dado passos a frente rumo ao futuro ainda se mostra ineficiente. È chover no molhado enumerarmos o que faz de um ambiente qualquer um ambiente escolar de qualidade, precisamos ter recursos tecnológicos, biblioteca atualizada, bons projetos pedagógicos. Deixarmos de agirmos como meros transmissores do que esta nos compêndios, e nos doarmos mais na missão de transmitir os saberes.

Discordo com plena convicção com suas colocações, hoje o negro que vence todas barreiras possíveis e chega ao curso superior graduando-se tem seu futuro garantido?
me diga onde e estarei me mudando para lá, na concorrência por uma vaga prevalece sempre o fator de desempate com critérios subjetivos, para se maquiar o racismo covarde exercido ou escondido no coração da maioria dos brasileiros.

Falar sobre a educação no Brasil e assunto que gera e sempre gerara discussões que são salutares para que alcancemos o que mais desejamos uma educação melhor e de maior qualidade que é o objetivo principal da educação na acepção principal da palavra.. As introduções de novas tecnologias estão sendo instrumentos de grande valia no campo da moderna educação. Educar tem lá seus percalços, entretanto hoje podemos contar com a substancial colaboração de modernos meios eletrônicos para desenvolvermos nossas  atividades pedagógicas.E sempre  um pouco complicado pela banalidade de nem todos terem acesso a tudo o que esta a disposição neste campo. A dificuldade advém do fato de vivermos uma realidade terceiro mundista e utopicamente sonharmos com a educação de primeiro mundo, precisamos nos adaptar a nossa realidade, e dentro dela construirmos mecanismos de superação que maximizem nossos ganhos de aprimoramento no campo educacional.  Zero de sonhos e devaneios se conhecemos a dura realidade da educação em nosso pais.

Não me sinto a vontade para discorrer sobre as tais cotas para as minorias, mormente os negros, jamais necessitei desta lei que veio a corrigir uma distorção histórica do caráter, personalidade dos colonizadores desta nação,  meus bis avós não pediram para aqui estar, e muito menos seus netos e bisnetos, pagamos a conta de uma ambição descabida dos barões do café e do açúcar, que na ânsia de euferirem lucros sem pagar pela mão de obra, optaram pelo uso da mão de obra escrava, na verdade uma das maiores vergonhas do hemisfério sul, fomos a ultima nação  a conceder a liberdade aos cativos, isto sob pressão dos ingleses, e minha avó estava lá, recebendo sua certidão de "nascimento", no dia 13 de maio de 1888.
Soltos como gado no pasto, sem casa comida, emprego, escolaridade, escorraçados por quem lhes tirou a vida a dignidade, a juventude, indo inflar a periferia dos grandes centros urbanos, como indigentes, sem documentos, portando apenas a tão sonhada e maldita carta de alforria, agora um empecilho para que conseguissem trabalho,visto que ninguém queria lhes pagar salários.
Agora na atualidade quando um governo resolve corrigir uma distorção histórica somos obrigados a ver opiniões de quem nunca soube o que é ser discriminado, ter cabelo pixaim, lábios grossos, e ter apenas um caderno brochura,um lápis e uma borracha, e enfrentar um colégio de brancos tendo como companhia, dois ou três colegas da mesma etnia, segregados em um canto da sala, alvo da zombaria de alunos e professores, alguns chegando ao disparate de dizer com todas as letras: por que VS estudam, não seria mais produtivo caçarem um emprego na lavoura, para ajudar seus pais.
Graças a deus muitos venceram todas as barreiras e seguiram em frente, e não apenas como pagodeiros ou jogadores de futebol.
Não podemos esquecer também que a maioria dos programas governamentais, de financiamento educacional, exigem tantas garantias que poucos negros ou pobres, conseguem acesso a eles.
Quadro da educação nacional 
Varias Pesquisas na área da educação mostram que um terço dos brasileiros são freqüentadores dos ambientes escolares diariamente  entre professores e alunos. A estimativa é que  são mais ou menos 2,5 milhões de professores e 53 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino, (ensino fundamental, médio e superior),isto sem contar os mais diversos cursos de especialização(pós graduação,mestrado, doutorado e pós doutorado), Estes números apontam para um crescimento inquestionável no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado como base para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país.
Outra notícia de suma importância na área educacional, versa sobre o índice de analfabetismo absoluto no país.
Segundo dados Recentes de pesquisas do PNAD - IBGE, que mostram uma queda consistente no índice de analfabetismo em nosso país na última década (1992 a 2002). Segundo esses dados em 1992, o número de analfabetos correspondia a 16,4% da população. Esse índice caiu para 10,9% em 2002 e para 10% em 2008. No ano de 2009 verificou-se uma nova queda para 9,7%. Ou seja, um grande avanço, embora ainda haja muito a ser feito para a erradicação do analfabetismo no Brasil. Outro dado importante mostra que, em 2006, 97% das crianças de sete a quatorze anos freqüentavam a escola.
Fonte de pesquisa; pessoal.utfpr.edu.br
Na Atualidade, todos os países em desenvolvimento consideram a educação como um dos setores de maior importância  tanto para o desenvolvimento de uma nação, como para o engrandecimento pessoal de seus cidadãos. É através da produção e apreensão de conhecimentos que um país cresce,tanto intelectualmente como na produção de materiais de qualidade aumentando assim a renda individual dos seus membros  a qualidade de vida, e o próprio produto interno bruto. 
  O  Brasil embora tenha buscado avançar no campo dos investimentos educacionais nas últimas décadas,muito ainda há muito para ser feito. A escola em sua base (Ensino Fundamental e Médio), e mesmo na graduação ou estudos mais avançados (mestrado, doutorado) tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social e econômica, vem dai o por que de muitas famílias  investirem na formação de seus filhos,no caso do Brasil contando com os diversos programas governamentais para o setor.
Quer melhor exemplo, de crescimento profissional do que o negro Joaquim Barbosa Gomes, chegar a ministro do STF, por mérito e se bater sempre da assertiva das políticas e leis afirmativas em prol dos excluídos de nossa sociedade, sejam brancos , negros e indígenas.
Caro amigo claret ,não podemos nos esquecer que o racismo dos EUA,é muito mais virulento e não dissimulado como no Brasil, lá ate os anos 60 negro tinha que andar de pé em ônibus ou lotações, aqui disfarçavam o preconceito da seguinte forma,"precisa-se de balconista exige-se boa aparência", por que não competência?
Lá houve luta para se conseguir direitos e ações afirmativas para com as minorias principalmente os negros e índios, não esqueçamos de Luther King, Malcolm X e outros, já por aqui tudo é feito em um jogo de cena de dar pena,os próprios negros se discriminam,estranhamente ao atingirem um certo nível sócio cultural ou econômico, parecem mudar de cor, o antes negraõ, tição, resto de asfalto, passa a ser aquele senhor mulato, marrom bombom, e outras hipocrisias mais, e o modelo de beleza a ser seguido por uma população mestiça, onde a maioria vem de ancestrais negros, são as xuxas, angélicas, elianas da vida etc., pobre Brasil enquanto não souber sua identidade ,seguirá o destino dos incautos, a sombra dos ideários made in qualquer lugar.
Sinto desapontar os que insistem em tratar como iguais partes desiguais de um país, desigual, gostaria de obter a explicação lógica para que um cidadão que trabalha o dia inteiro, chega em casa as 18,00hs,mal toma um banho vai para a escola ,La ficando até as 23,00hs, pode competir em grau de igualdade com um mauricinho que estuda em colégio particular de manhã, a tarde faz curso de inglês, natação e a noite cursinho para o vestibular, me parece estarmos no país do faz de conta,não importa se é branco, negro, cafuzo, mameluco, sendo pobre as portas estão fechadas neste país, cabendo a cada um utilizar as ferramentas que lhe convierem para abri-las,ou então conformar-se a ser mais um a lamentar na multidão,oh destino cruel.


Vamos a uma história real. Nos do Instituto Apoiar (www.institutoapoiar.org.br ) estamos acompanhando um bairro ilegal em São João del-Rei chamado Águas Gerais. Este bairro estálocalizada abaixo da Serra do Lenheiro. Ao visitarmos o bairro deparamos com a seguinte situação:
1 – maioria da população é negra;
2 – água tratada – inexistente;
3 – posto de saúde – inexistente;
4 – Transporte urbano – inexistente;
5 – Pavimentação – apenas uma rua;
6 – Educação – inexistente escola para qualquer idade;
7 – Iluminação pública – precária;
8 – Esgoto – inexistente;
9 – Segurança Pública - inexistente.
Em visitas freqüentes ao bairro constatamos que o bairro é ilegal, ou seja, os moradores foram dividindo a terra em lotes e eles mesmos definem as ruas, abrindo-as com as próprias mãos. Ninguém tem o título de propriedade dos terrenos. Para completar aparece um mafioso morador de outro bairro, que está apoderando de algumas áreas e implantando o regime do medo. O nome dele é Zé Capitão, e como capitão encarna o poder. Mas vamos a um caso especifico de uma família que somos até bons amigos. Todos os irmãos constituíram família e vão dividindo o terreiro do pai, cada um fazendo sua casa. São muito unidos. Mas este ano não tem sido muito bom para esta família. O cunhado de um deles era homossexual e morava com um garoto, era negro, pai de santo e foi assassinado por um grupo de 3 garotos. Nesta mesma família, Marilda casa trocadora de coletivo urbano, casada com Carlos (lixeiro) têm 2 filhos. Recentemente, Marilda caiu no ônibus e bateu com a cabeça no chão. Meses depois, começa a desmaiar e descobriu que está com aneurisma. Não preciso falar sobre sua peregrinação pelo SUS. Como se nada disso bastasse, seu casamento não caminhava bem, e caiu na tentação de uma pulada de cerca. Seu marido descobre e separam. O marido apaixonado não agüentou 3 meses e enforcou-se. Desgraça pouca é bobagem. Para encurtar a história, este é apenas um caso, temos vários outros. Enfim, neste bairro algumas garotas já oferecem o tele sexo (ligam para homens e oferecem o serviço. Para cada tipo de posição tem uma tabela de preço). Os garotos viram aviãozinho. Ah! A água que tomam não tem nenhum tratamento. Como tem várias minas na Serra, eles represaram a água e cada morador compra os canos e ligam na represa e por gravidade chega até seus lares. O esgoto eles ligam num pequeno córrego próximo as casas e convivem diariamente com o odor do esgoto no almoço, no jantar, no lazer, etc.
Diante deste quadro, os moradores terão condições de chegar em igualdade de condições à Universidade? Será que posso dizer a eles para lutarem, pois quem luta o céu alcança. Sobreviver aqui já é uma luta, poucos jovens passam dos 20 anos. Saber que tudo isso pode ser vencido com saneamento básico, educação, saúde, etc. é óbvio, mas não é real.
Não estou a defender as cotas, mas precisamos de um mecanismo para facilitar a mudança deste quadro. Até que não apareça um melhor, sou obrigado a defendê-las, porque cada um jovem desta comunidade que conseguir chegar à Universidade será um a menos e fará a diferença. É uma vida salva que indiretamente salvará novas vidas. É como a história da estrela do mar.
Para cerificarem da história acima acesse:
A grande dificuldade de aceitação de ações pro ativas e inclusivas para com grupos étnicos ou sociais que viveram a margem da sociedade durante séculos, é que costumamos ver a situação do lado mais confortável da situação, olhamos apenas para nossos umbigos, vejam o nível de criminalidade, compare os entre brancos e negros, compare os níveis salariais de brancos e negros em uma mesma função, busquem dados sobre a evasão escolar entre brancos e negros, depois disso ai sim poderemos ter uma discução de qualidade, não apenas de retórica vazia.


Justiça e Direitos

(...) LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL(loas)
LEI N°8 . 7421
DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993
Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências .
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber o que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL
CAPÍTULO I - DAS DEFINIÇÕES E DOS OBJETIVOS
Art . 1° - A assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, é Política de
Seguridade Social não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada através de
um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o
atendimento às necessidades básicas .

Art . 2 °- A assistência social tem por objetivos:
I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice;
II - o amparo às crianças e adolescentes carentes;
III - a promoção da integração ao mercado de trabalho;
IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua
integração à vida comunitária;
V -a garantia de l (um) salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de
deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria
manutenção ou de tê-la provida por sua família .
Parágrafo único - A assistência social realiza-se de forma integrada às políticas setoriais,
visando ao enfrentamento da pobreza, à garantia dos mínimos sociais, ao provimento de
condições para atender contingências sociais e à universalização dos direitos sociais "
Na Constituição Federal de 1988, a Seguridade Social abrange prestações que demandam prévias contribuições – as previdenciárias – e outras que dispensam tal requisito – as prestações de Assistência Social e Saúde. O art. 195 prevê seu financiamento por toda a sociedade, de forma direta e indireta, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (BRASIL, 2005a).
Fonte: diário oficial da união
Se basearmos no direito como algo imposto de forma coercitiva a sociedade, o decreto lei acima citado dirime qualquer duvida, dando plenos direitos ao senhor JMS, de pleiteiar junto ao órgão de assistência social do governo no caso o INSS, o pagamento de tal beneficio, porém devemos observar que o mesmo não se trata de aposentadoria, ao qual ele por não ter contribuído não faz jus, e sim um beneficio social.
Isto posto o direito é assegurado, o que não quer dizer qual seja justo, mas afinal qual é a diferença conceitual entre direito e justiça?Tudo que é do direito é justo?
(...) Acórdão Origem: TRIBUNAL - QUARTA REGIÃO
Classe: AC - APELAÇÃO CIVEL
Processo: 200071050006520 UF: RS Órgão Julgador: SEXTA TURMA
Data da decisão: 22/10/2003 Documento: TRF400091495
Relator(a) NYLSON PAIM DE ABREU
Decisão 1. Comprovada a incapacidade para a vida independente e para o trabalho, por meio de laudo psiquiátrico que esclarece sofrer o autor de esquizofrenia paranóide, crônica e incurável.
2. Hipótese em que o autor já teve decretada a sua interdição, que declara judicialmente a sua absoluta incapacidade para o exercício pessoal dos atos da vida civil.
3. Embora seja a renda per capita superior a ¼ do salário mínimo, a constatação da miserabilidade do grupo familiar permite a concessão do benefício postulado, pelo princípio da razoabilidade.
4. Restabelecimento do benefício assistencial retroage à data em que foi cessado, por tratar-se da mesma moléstia que ensejara aquela concessão e ter-se verificado, nas perícias médica e sócio-econômica, que o quadro mórbido persiste há muitos anos.
5. Os honorários advocatícios incidem sobre as parcelas vencidas até a data da prolação da sentença (EREsp nº 202291/SP, STJ, 3ª Seção, Rel. Min. HAMILTON CARVALHIDO, DJU, seção I, de 11-09-2000, p. 220).
6. Apelações do INSS, da União e remessa oficial improvidas(...)
Podemos então deprender de que nem tudo que é direito é provido do senso de justiça e vice versa.
Sempre houve a necessidade da  intervenção do Estado na proteção do grupo de indivíduos desamparados pelos sistemas de seguridade, sejam eles oficiais ou privados, dos riscos impostos pelo mercado, que apenas exclui movido pela lucratividade, contado com a corrupção do sistema, que através de lobyes poderosos,nega direitos que seriam obrigação universal do estado,isso inaugurou uma nova etapa do desenvolvimento do mundo capitalista ocidental,a universalização de tais direitos através de iniciativas do executivo.
o que é a justiça?
São  diversas interpretações acerca do que é, ou deveria ser,
As relações entre o indivíduo, a sociedade e o Estado, que têm uma
Relação direta com a forma do que poderíamos  definir como o que seja a justiça. Este conceito, fundamental hoje para a avaliação ética e política das relações Estado-sociedade, se refere não a coisas, mas à distribuição equitativa de benefícios e custos sociais entre os membros de uma dada comunidade.
Partindo de um pré suposto purista todos deveriam seguindo normas jurídicas e do direito pré estabelecidas somente perceber benefícios sociais, tendo contribuído para a constituição de seu fundo patrimonial,ora pois,como um cidadão que trabalhou na zona rural, onde a relutância em se assinar a carteira profissional e portanto pagar os encargos devidos é norma, poderá de forma legal pleitear algo que não é seu direito.
Entra ai o Estado com seu aparato de justiça social, onde o ônus do bem estar comum deve ser dever de toda comunidade, neste caso de todos que contribuiem para a seguridade social, beneficiando aqueles excluídos pelo sistema.
Com o surgimento do Estado Moderno fundado no Direito, enquanto ordenamento normativo da convivência social, a Justiça se torna uma instituição formal, e o que é justo ou injusto depende de sua conformidade ou não com as leis.Contudo, essas mesmas leis podem ser,sob distintos pontos de vista, consideradas injustas. Por isso, como argumenta
Então partindo da criação pelo Estado de mecanismos de proteção de pessoas como o cidadão citado, e outros com problemas físicos ou mentais que os impendem de prover o próprio sustento, nada mais justo do que se adequar o direito ao senso de justiça.
Kelsen, o conceito de justiça não se fundamenta em critérios objetivos ou racionais, mas em princípios éticos e morais. Sua definição resulta de um juízo de valor determinado de maneira subjetiva (KELSEN, 1963 apud OPPENHEIM, 1986).
(...)Por derradeiro, ante a avalanche de obstáculos que dia após dia são impostos à implementação das políticas públicas, importante rememorar que é ainda enorme ainda a lacuna entre elas e a realidade vivenciada pelo idoso no Brasil, mormente na zona rural e que para que esta situação se modifique, é preciso que ela continue a ser debatida e reivindicada em todos os espaços possíveis, pois somente a mobilização permanente da sociedade é capaz de configurar um novo olhar sobre o processo de envelhecimento dos cidadãos brasileiros. (MENDONÇA, 2008).
Somente quem procura pelos serviços previdenciários do Estado,é capaz de imaginar-se velho alquebrado pelo tempo,sendo ignorado em uma fila,sendo atendido por um burocrata infeliz e mal educado, em busca daquilo que julga ser seu direito e o estado lhe nega.
Já faz parte do rol das anedotas do país, um advogado para provar a ineficiência do estado produziu um cidadão fictício e entrou com o pedido de aposentadoria rural no antigo INSS,seu nome: Deodoro da Fonseca, data de nascimento 07/09/1889,mãe brasiliana portuguesa do Brasil,pai;desconhecido,para concluir 10 anos depois recebeu o aviso de tal órgão, o cidadão em questão não se encontra cadastrado em nosso banco de dados.

Caros colegas e justamente pelas razões apresentadas na apostila como sendo definições temporais e momentâneas do que seja justiça, sejam este ou aquele pensamento quanto realidade social, o gerenciamento dos conflitos que naturalmente surgem,bem como a distribuição das riquezas e poderes gerados pela sociedade.
Partindo da premissa do direito puro e simples nosso ator não teria direito a este beneficio,porém dentro do próprio direito existem juízes que já julgaram o mérito de tal questão, optando pelo senso de justiça,pois segundo o entendimento geral de todos creio eu, nem mesmo o salário mínimo cumpre com sua função, que seria cobrir todas as despesas de uma família com quatro membros, me pergunto, onde?
Se fossemos seguir apenas o ideário liberal, a justiça social seria pautada na meritocracia,fundamentada no seguinte dogma, o que convenhamos não atende o moderno conceito de Estado.
“mérito” do indivíduo. Isto é, o

Fonte: apostila de estudos pgs 33/34
Direito a receber algo deve corresponder a um esforço anteriormente realizado. Segundo este princípio, portanto, a justiça é feita quando é dado “a cada um conforme o seu mérito”.
Apenas para refletir:
(...) não há razão para se ter pena de pessoas velhas. Em vez disso, as pessoas jovens deveriam invejá-las. É verdade que os velhos já não têm (tantas) oportunidades nem possibilidades no futuro. Mas eles têm mais do que isso. Em vez de possibilidades no futuro, eles têm realidades no passado – as potencialidades que efetivaram os sentidos que realizaram, os valores que viveram – e nada nem ninguém pode remover jamais seu patrimônio do passado.
Viktor Emil Frankl (1905-1997)
A questão que aqui colocamos entre o direito e a justiça vem a calhar em um país que somente agora no limiar do seculoXXI, tenta colocar em suas agendas políticas algo que os países civilizados já o fizeram em meados do século passado ou seja, reconhecer o direito das minorias ou seja:  (crianças, negros, mulheres, homossexuais e, propriamente, o idoso entre outras)Embora tenham sido franqueados por regras e outras normativas do sistema de proteção dos direitos humanos, justamente no Brasil onde os direitos fundamentais e elementares dos indivíduos, até recentemente mal regulamentados e expulhados, eram ignorados e/ou desrespeitados .
Não surpreende que o mesmo MPAS ou qualquer sigla que o identifique, negue a um desvalido trabalhador rural, um pouco de dignidade no estertor de uma vida dedicada ao trabalho, informal mas trabalho,enquanto que filhas de funcionários públicos a bem pouco tempo amasiavam, para com isso manter suas gordas pensões.
 A própria definição do que a sociedade entende como sendo um homem velho é muito difícil no período uma vez que não se trata de uma "questão de idade cronológica, mas de apreciação subjetiva". (...) A criança, a mulher e o idoso fazem parte de um discurso constante de defesa e proteção que não repercute na maior parte de nossos gestos e preocupações quer em nossa vida institucional quer em nosso cotidiano (SOUZA, 1999, p.1),o direito e a justiça buscam preencher lacunas que remontam a séculos atrás, principalmente na sociedades ocidentais espelhadas no hedonismo,narcisismo e na ignorância,enquanto os orientais respeitam e veneram seus idosos.
O final do século XX e inicio do século XXI, surpreendeu o mundo com dados assustadores para os gestores dos sistemas de seguridade seja Estatais ,ou privados,atônitos eles assistem o envelhecimento da população tanto urbana quanto rural,trazendo consigo a celeridade de cuidados mais do que especiais,cuidados de quem construiu durante uma vida inteira o presente que vivemos hoje, e temos que em mente que este processo é irreversível.
Vem dai a dificuldade de um idoso de contratar um plano de saúde a preço que caiba em seu bolso, que dirá para um pobre cidadão rural ter seu direito assegurado, em um país dos coronéis, deputados, senadores, vereadores, todos usurpadores não apenas do dinheiro publico, mas também da cidadania alheia. Vou buscar subsídios mais consistentes e volto a te falar, mais esta provado que o déficit previdenciário não advêm dos benefícios pagos a guisa de seguro ou apenas pecuniários e sim salários pagos indevidamente para uma  elite que abocanha, 65% de toda arrecadação.
Ao participarmos dos fóruns propostos por professores e tutores, buscamos como deveria ser por informações em todas as mídias, meios e fins a fim de equilibrarmos nossas ponderações, este fórum por si só funcionou creio que para todos nós como um exercício de cidadania, o lançar de um olhar de indignação, e de busca por uma justiça que um dia poderemos vivenciar o Brasil por todas as tradições herdadas do colonialismo e outros vícios mais, tem como característica quase que única, o patriarcado, nossos empregadores, tem irraigado em suas cabeças corações e mentes que ao nos remunerar estão fazendo um favor, assim pensa também o Estado,que teima em jogar a culpa pelos déficits previdenciários na conta dos 80% dos segurados que recebem até o Maximo de um salário e meio,esquecendo-se espertamente de contabilizar todos os programas assistencialistas implementados a cata de votos na conta daqueles que de uma forma ou outra contribuem.
O caso do Sr: JMF é emblemático, sob qualquer angulo de visão que se observar veremos que o mesmo tem a favor de si o direito, e atrás de si o senso de justiça que infelizmente no Brasil caminha em uma linha tênue, o fio da navalha, entre a má versão, a desonestidade ou simplesmente o descaso para com aqueles que deram durante toda uma vida seu sangue suor e lagrimas para a construção do que hoje somos, ou o que seremos no amanhã.Estivéssemos em algum país oriental, estaríamos reprovados nos quesitos, respeito, solidariedade e por que não dizer descaso com nossos ancestrais, detentores de nossas tradições,portadores de nosso DNA  primário, tratando-os com indigentes, como merecedores de esmolas, de restos daquilo que não nos servem, em suma devíamos nos envergonhar de curvarmos diante de tantos desmandos, de políticas que sabemos bem a quem servem
Para finalizar a discussão do fórum englobando todo o debate realizado durante a semana devemos concentrar-se no entendimento do termo justiça. (Ana Paula Barbosa)
Oppenheim (1986) propõe que justiça seja uma “noção ética fundamental e não determinada”. Sob o ângulo desta conceituação podemos entender que justiça seria uma análise de situações em que deparamos, onde utilizaríamos a racionalidade para julgar decisões, ações, regras, normas, de uma forma fundamental e não determinada, pois vai depender do ponto de vista de cada autor em questão.
A apostila traz a relação da justiça com o Estado Moderno, onde esta se torna uma instituição formal, determinando o que é justo ou injusto mediante leis. Analisar a justiça deste ponto de vista seria observar as normativas, regulamentações, regras e compará-las com o assunto em questão para chegar a um consenso.
Outra consideração sobre o termo justiça volta-se para o que Kelsen argumentou que a justiça seria algo subjetivo, que dependeria princípios éticos e morais de cada um.
Essas várias formas de interpretar a justiça justificam as colocações dos colegas durante as participações no fórum, onde foi discutido o caso proposto sobre a justiça em relação ao idoso que não teve direito a sua aposentadoria. Neste caso foi observado o que a lei previa e ao mesmo tempo foi injusto com este cidadão.
Este cidadão se analisado a justiça sob o mérito e necessidade teria direito, pois trabalhou durante toda sua vida e estava necessitando deste seguro em momento de sua vida, mas não obteve, pois não atendia os critérios legais dos benefícios da Previdência Social.

CONSIDERANDO O CONCEITO DE POBREZA RELATIVA DISCUTA:

Temos que ao analisar o texto, que a definição de pobreza seja ela relativa ou absoluta não se pautar apenas no quantitativo sócio econômico, mais também em outros indexadores necessários a sobrevivência do ser humano, tais como acesso a educação de qualidade, saneamento básico, salários dignos, meios de transportes,entretanto não são apenas essas  necessidades que as ciências e as políticas sociais  devem ter como norte de suas  considerações.
(...) È bastante Provável, que o melhor indicador na atualidade é o  elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (ISU). Que consiste na média ponderada de três indicadores: a renda per capita na paridade de poder aquisitivo; a esperança de vida desde o nascimento da pessoa e a taxa de alfabetização dos adultos. “É um indicador simples para ser relevado, mas considera duas componentes importantes além da renda econômica”
Fonte:.http://www.pime.org.br/mundoemissao/pobresfalta.htm
(...) A pobreza relativa ocorre quando um indivíduo ou uma família tem o mínimo necessário para subsistirem, mas não possuem os meios necessários para viver de acordo com a área onde estão inseridos, nem com pessoas de status social comparável".
A única forma de transformar um pais rico porém de população eminentemente vivendo abaixo da linha de pobreza, muita das vezes beirando a indigência e a medingância, seria o Estado oferecer não soluções paliativas, como os bolsas rendas oferecidos como esmola ao sofrido povo,sim construir fazer valer e implementar medidas sócio econômicas que levem o cidadão a ter condições de crescimento, de poder galgar postos dentro da pirâmide social, em que ele nasce na base,e sem as ferramentas adequadas, dela jamais sairá.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Pobreza_relativa,acesso as 15hs do dia 22/08/2011
O fenômeno econômico chamado pobreza e multifacetado, globalizado e um dos principais desafios enfrentados por Estados de todo o mundo, em países da áfrica esse fenômeno adquire proporções de tragédia, sendo o mais triste exemplo das desigualdades existentes entre as economias
. Infelizmente no Brasil desde sempre nos acostumamos a tendência de os ricos cada vez mais ricos e a pobreza sendo disseminada do norte ao do Brasil, com uma das maiores desigualdades na distribuição de renda do planeta, o que nos coloca no final da fila do IDH (índice de desenvolvimento humano), estamos construindo um país desigual, e, portanto estamos expostos ao desafio histórico de enfrentar uma herança que remonta a nosso passado colonial e escravocrata,passando pelo patrimonialismo coroados de injustiças sociais que excluem parte significativa de sua população a ter acesso a condições mínimas de dignidade e cidadania.
Para que pudesse minorar ou mesmo erradicar a pobreza de um país, teríamos que adotar um Estado de bem estar social total, devolvendo ao cidadão em forma de benefícios, todo imposto por ele pago, infelizmente no Brasil o sistema presidencialista de coalização onde vale a máxima franciscana de que é dando que se recebe, o pobre paga o mesmo imposto que o rico, e toda essa fortuna, tem destino certo a corrupção que de tão irraigada em nossas hostes, já não surpreende ninguém.
Bom noite,
(...)Para alguns economistas, a desigualdade seria tolerável se houvesse boas perspectivas de mobilidade social – o que depende, por sua vez, da ocorrência de altas taxas de crescimento econômico (acima de 5% ao ano), durante algum tempo. Estimase,por outro lado, que a implementação de políticas de redistribuição de renda seria um meio mais efetivo de redução do número de pobres do que de um crescimento econômico sustentado que ocorresse a taxas consideradas plausíveis, na economia contemporânea (3% ao ano, por exemplo)".
Na atualidade somente a china cresce a esta velocidade, mesmo assim constrói milionários nos centros urbanos, e mantém miseráveis nos campos.
Fonte: apostila de estudos pg. 21
O Brasil vive a peculiaridade de mesmo tendo começado seu processo industrial modernizador nos anos de 1930, deixou que a maioria de sua população jamais inferisse qualquer beneficio advindo dos tempos modernos que vieram.
Visto a tradição patrimonialista esta impregnada nas entranhas do sistema político brasileiro, onde alianças escusas faz com que as políticas sejam feitas para grupos de poder e ou para a elite detentora das cartas do jogo, o que faz com que sejamos o eterno país do futuro, com a grande massa sendo o que sempre foi, carta fora do baralho.
A se considerar o salário mimino pago pelo governo, ou seja, R$ 545,00
Somos todos uma multidão de miseráveis, isto por que vivemos em centros urbanos, imagine os pobres cidadãos dos confins da Amazônia, que nem salário mínimo tem direito, nem saúde, nem educação,nada.
Baseando-nos nas diversas leituras feitas a respeito do fenômeno pobreza, observamos que mesmo com a melhoria dos indicadores econômicos, a pobreza no Brasil, não da sinais de recrudescimento.
Somos o quinto pais do mundo em extensão territorial, sendo por isso o que ocupa mais da metade da parte sul da America latina.
Políticas publicas implementadas pelos governos (federal, estadual e municipal),no que tange fez-se chegar energia elétrica aos mais distantes rincões do país(programa luz para todos),melhoria do escoamento da produção através da melhoria do sistema viário,crescimento do parque industrial,aumento dos valores pagos pelo bolsa escola,etc.
Porém podemos  observar que nenhuma dessas medidas foi suficiente para combater de forma eficaz a pobreza de nosso povo, que continua vivendo de empregos informais, padecendo do cancro da subnutrição, e o que é pior, sem perspectiva de erradicar doenças tropicais que assolam principalmente as regiões norte e nordeste do país.
Segundo dados do IBGE, no ano de 1987,cerca 40% de nossa população,ou seja 50milhões de pessoas viviam em estado de pobreza absoluta,um terço padeciam de desnutrição,entre 9 e 10 % fazem parte da estatística da mortalidade infantil,cerca de 40%,trabalham no campo em sua maioria como um novo tipo de escravo.
Padecemos de uma concentração de riqueza vergonhosa e as políticas criadas, fazem apenas um paliativo, sem realmente tocar na redistribuição de renda e riquezas do pais.
(...)
1 John Kenneth Galbraith – Economista norte-americano considerado por muitos o maior expoente econômico da atualidade. Citação publicada na coluna frases na Folha de S Paulo em 2 de novembro de 1997.
Os países pobres e em desenvolvimento são os que mais sofrem com os resultados nocivos dessa apropriação de recursos econômico-financeiros de toda ordem, vale dizer, são os protagonistas da própria desgraça, característica de países dependentes e subservientes. Este processo leva à incapacidade de atender à enorme demanda social, por exemplo, torna-se um obstáculo ainda maior para a educação e a qualificação da massa de mão-de-obra desempregada que está sendo empurrada ao trabalho informal por absoluta falta de capacitação profissional.
O significado da palavra globalização para os ricos e poderosos é inteiramente específico, foi idealizado de forma particular, significando que a difusão desse processo tem uma única finalidade – servir aos seus interesses, baseado no livre mercado, na flexibilização do sistema financeiro e no fim das fronteiras nacionais dos países emergentes, pobres, periféricos etc. Evidentemente esse processo não se aplica aos países desenvolvidos.
Constatamos que no final do século XX, os defensores desse poder financeiro globalizado, travestido de "livre comércio" integralizado, previam que na medida em que a riqueza aumenta, os ricos transferem parcela da poupança gerada aos investimentos na ampliação da capacidade produtiva, conseqüentemente mais empregos seriam criados, maior seria a produção, maior seria a capacidade de consumo da maioria, portanto, maior prosperidade para todos.
O que ocorreu na verdade no Brasil foi um maior distanciamento entre ricos e pobres, o mercado se segmentou, isto é, poucos privilegiados detêm a maior parcela da renda gerada, enquanto a grande parte da população é simplesmente marginalizada do processo central de acumulação. Este processo é liderado pelas grandes corporações, ou melhor, o liberalismo ou a economia de mercado estruturalmente não atendeu às necessidades dos mais pobres, pelo contrário, ampliou ainda mais a pobreza no País".
Observamos todas essas mazelas em nosso cotidiano, o salário mínimo é incapaz de suprir as necessidades básicas de uma família, enquanto nossos políticos votam aumentos e mais aumentos, em uma total falta de sensibilidade e respeito para com a sociedade.
Boa tarde,
Para que possamos apreender bem os conceitos aqui apresentados,temos que ter em mente que a pobreza pode ser individualizada, enquanto a desigualdade, atinge o conjunto do tecido social,uma da políticas empreendidas pelo governo federal vale a pena ser citada por contribuir com uma quantia ínfima porém salvadora para muitos brasileiros.
(...)O Programa Bolsa Família (PBF) é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza (com renda mensal por pessoa de R60 01aR  120,00) e extrema pobreza (com renda mensal por pessoa de até R$ 60,00). O PBF integra o programa Fome Zero, que visa assegurar o direito humano à alimentação adequada, promovendo a segurança alimentar e nutricional e contribuindo para a erradicação da extrema pobreza e para a conquista da cidadania pela parcela da população mais vulnerável à fome (MDS, 2008). Veja a esse respeito a Lei 10.836/2004 e o Decreto nº 5.749/2006.
Os dados do programa de inclusão social indicam que 25% da população brasileira são atendidas pelos programas de transferência de renda. A bolsa família possui na atualidade 11,1 milhões de famílias que recebem o benefício. O programa tem contribuído para ajuda a elevar a taxa de crescimento da região mais pobre do país (região nordeste), numa taxa acima da média nacional. Assim, tem contribuído como um fator importante de redução da desigualdade social e da pobreza.
A preocupação com o social continuará recebendo prioridade do governo brasileiro no triênio 2008-2010, apesar da não prorrogação pelo Senado Federal da CPMF em dezembro de 2007, o que provocou uma perda nas receitas do governo federal de R$ 40 bilhões em 2008. O governo federal sinalizou no orçamento da União de 2008 que os incrementos dos programas sociais e os aumentos reais do salário mínimo nos próximos anos continuarão, mas com menor intensidade".
Estimulo ao crescimento e investimento do poder público
Para manter o crescimento do PIB no patamar acima de 4% nos próximos anos exigirá do governo a busca de soluções para algumas questões políticas bastante sensíveis. O peso da carga tributária, o elevado “spread” da taxa de juros, a burocracia e os gastos públicos ineficientes são setores que devem receber uma atenção especial do governo federal. A necessidade de recuperação da capacidade de investimento do poder público na atualidade, situado num patamar muito reduzido do PIB, se apresenta como essencial para o crescimento econômico do país.
Fonte: http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/08/jmp.htm
Uma das principais preocupações do mundo na atualidade, é de como equacionar as mazelas advindas, da pobreza,das desigualdades, bem como da exclusão social, que em tempos de um mundo globalizado atingem grandes contingentes populacionais em todos os cantos do planeta, mesmo países ricos possuem sua porção de descamisados, escondidos debaixo do tapete da prosperidade.
Sabemos ao voltarmos nas apostilas já lidas, que após a segunda grande guerra o Estado aumentou sua interferência no meio privado, com a premissa de que a bonança econômica traria a reboque o bem estar social com a conseqüente distribuição equitativa das riquezas produzidas.
O Brasil por estar situado no que conceituam país em desenvolvimento, vive um curioso paradoxo, a economia vai relativamente bem, porém vários indicadores de pobreza persistem, tais como: saneamento básico incipiente, criminalidade violenta em alta, favelização das áreas no entorno dos grandes centros urbanos, bem como a medigancia e moradores de rua, tudo isso sem que o Estado tome medidas que não simples paliativos eleitoreiros.
Conceitualmente no ambiente acadêmico podemos até discutir tal tema,porém na vida real pobre será sempre pobre, que é aquele que sobra mês e falta salário, que não tem acesso a educação de qualidade, morre na fila do SUS,enfrenta transporte urbano de péssima qualidade levando em baixo do braço a marmita fria, e na cabeça a desesperança, de estar caminhando pra lugar algum.
Buscamos em termos comparativos seguir a conceituação dos EUA, do que seja riqueza,podendo ser individualizada ou da nação,este país pai do capitalismo tem hoje a maior divida interna do planeta algo em torno de alguns trilhões de dólares, e ainda ontem, nos ditavam normas de como gerenciar nossa miséria.

Países em desenvolvimento ou países emergentes são termos geralmente usados para descreverem  países que possuem  padrões de vida intermediários entre baixo e médio,com uma base industrial em desenvolvimento e um índice de desenvolvimento humano (IDH) variando entre médio e elevado. Este tipo de classificação de países é difícil, visto que não existe uma única definição clara e internacionalmente reconhecida do que seja país desenvolvido,sabendo também que  os níveis de desenvolvimento, econômico e social, podem sofrer variações  muito distintas dentro do grupo dos países considerados em desenvolvimento, sendo que alguns desses países possuem alto padrão de vida médio.
Algumas organizações internacionais, como o Banco mundial, usam classificações estritamente numéricas, baseadas em gráficos e estudos estatísticos e de geopolítica. O Banco Mundial considera todos os países com renda baixa e média como "em desenvolvimento". Na classificação mais recente, as economias foram divididas usando a renda per capita(produto nacional bruto) de 2008 como parâmetro,é neste contesto que o Brasil esta inserido.
(...)Historicamente, as enormes desigualdades sociais, econômicas e culturais expressam uma das características mais marcantes do país. Em anos recentes, percebe-se um crescimento da consciência da sociedade e do governo quanto à necessidade de reverter-se essa condição, criando-se mecanismos de participação e controle social, programas, projetos e ações que indicam um movimento de transformações positivas.
Apesar de possuir grande número de pessoas pobres, o Brasil não é um país pobre, mas tem que superar um quadro de injustiça social e desigualdade. As desigualdades sociais estão presentes em todo o país, o que se reflete em uma posição intermediária ocupada pelo Brasil no ranking de países do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Isso significa que ainda há muitas dificuldades a serem superadas nas áreas de educação, assistência social, saúde, distribuição de renda e emprego.
A redução da pobreza e a luta contra as desigualdades sociais são as grandes prioridades do Programa de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil. Pratica-se uma abordagem avançada e estratégica, baseada no avanço do conhecimento e pesquisa em ciências sociais, com o propósito de subsidiar a formulação de políticas públicas e reforçar a capacitação e treinamento das competências dos recursos humanos.
A pobreza não é relacionada somente à falta de recursos, mas engloba diversos elementos como a desigualdade na distribuição de renda, a vulnerabilidade, a exclusão social, a violência, a discriminação, a ausência de dignidade, etc. Neste sentido, a UNESCO está comprometida com a promoção da conscientização para o fato de que a libertação da pobreza é um direito humano fundamental.
A Organização procura direcionar seu discurso, suas práticas, suas perspectivas e a alocação de seus recursos para instrumentalizar a educação, a cultura, a ciência e a comunicação para promover ações para a redução da pobreza e elevar os índices de desenvolvimento humano dos povos:
·         Constituirndo-se num foro de troca de idéias sobre políticas e práticas internacionais
·         Promovendo o intercâmbio e disseminando experiências exitosas na erradicação da pobreza.
A UNESCO acredita que desenvolver o capital social significa fortalecer a sociedade civil por meio de políticas que promovam mudanças reais na qualidade de vida das populações. 
Fonte: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/social-and-human-sciences/poverty-reduction/
A luta é de todos, a sociedade clama por uma distribuição de renda mais equitativa, porém esbarramos no clientelismo político, onde vale mais uma cesta básica por um voto do que criar políticas duradouras,nossa tradição de país de colônia de exploração não de ocupação, criou no brasileiro uma letargia que beira a indolência, nos acostumamos a tudo aceitar, a baixar a cabeça e fingir que a fome e a miséria aqui não acontecem, uma lastima,somos os protótipos de não cidadãos.
Como sempre suas participações enaltecem e engrandecem os fóruns, lendo sua participação não há como não fazer uma pergunta, a quem interessa um país de miseráveis, em todos os níveis da dignidade humana?
Falta saúde, educação, moradia, transporte, e sobram estudos acadêmicos que são apenas o que são, estudos, jamais saem do papel, uma lastima.


por Lillian Cherrine Rodrigues - TUTORA - quinta, 1 setembro 2011, 23:05

OLá,
Vocês definiram bem os diversos indicadores que possuímos para verificar a riquez e qualidade de vida de uma população.
Temos o PIB per capita, IDH, Gini, índices aceitos mundialmente que servem para escalonar o nível de riqueza e desenvolvimento dos diversos países.
Porém, comparando os números às realidades podemos ver que estes devem ser usados não para determinar, de forma única, as características de uma população, mas sim, para dar subsídios para o estudo de determinado povo.
Por isso, o conceito de "pobreza relativa" é mais apropriado para nossos estudos, afinal, como disse anteriormente, a pobreza "é" relativa, depende da situação sócio-cultural de cada grupo.
O que devemos perceber é que os indivíduos devem ter, em seus ambientes, o acesso a bens e direitos que são básicos a qualquer indivíduo, isto promove seu bem-estar e garante que não saia de lá - a acabe mais excluído ainda - em busca de melhor qualidade de vida.
Assim, ações que permitam que o indivíduo se desenvolva valorizando seu local e não outros e saiba e tenha possibilidade de tirar dali seu bem-estar são primordiais, como:
- educação e qualificação valorizando a cultura e afinidade econômica locais;
- reforma agrária que dê subsídios aos posseiros de se estabelecer na terra e fazer dela produtiva,
- infra-estrutura a áreas de ocupação irregular que levem água tratada, esgoto além de equipamentos de saúde local e recreação,
- reformas fiscais e econômicas que viabilizem a maior oferta de emprego,
- projetos na área da saúde que viabilizem o acesso das comunidades com poucos recursos e de difícil acesso (exemplo: consórcio de saúde, que une pequenos municípios e desafoga os grandes)
Enfim, se o poder público agir localmente e com eficiência, todos os que são hoje excluídos, poderão, dentro de sua realidade, vislumbrar condições de vida melhores.
Um abraço.


Geração de trabalho e renda desde o Brasil colonia

Durante a fase do Brasil colônia o principio latifundiário monocultorista, exigia mão de obra abundante, permanente e se possível barata. Como se mostrou inviável a utilização dos portugueses como assalariados, uma vez que a intenção dos mesmos no Brasil não era o trabalho, e sim enriquecerem no Brasil. O então incipiente sistema capitalista português não tinha recursos financeiros para bancar por mão de obra assalariada aos trabalhadores necessários ao cultivo, processamento e transporte do açúcar produzido em suas colônias principalmente o Brasil. Além do mais a população portuguesa se restringia a menos de 3 milhões de habitantes,sendo portanto considerada frágil economicamente, frente suas necessidades e atividades mercantis. Quem foi utilizado como trabalhador nos primórdios do colonialismo brasileiro? Inicialmente os portugueses pensaram em contar com o apoio dos jesuítas, em utilizar o índio (nativo) como mão de obra escrava, embora tenha sido um elemento importante para formação da colônia,os mesmos (índios) não se sujeitaram a serem escravizados dentro da terra que a eles pertencia, sendo logo sua mão de obra substituída pela dos negros,que assim se constituíram como a principal base, sobre a qual se desenvolveu a sociedade colonial brasileira. O negro como mão de obra cativa no Brasil. A utilização da mão-de-obra escrava negra como componente básico da economia colonial e imperial no Brasil até a abolição mais do que tardia de 1500 a 1888, deve-se principalmente ao tráfico negreiro, atividade de alta rentabilidade e institucionalizado pela coroa portuguesa, sendo assim uma das principais fontes de acumulação de riqueza para metrópole (Lisboa). Antagonicamente ao que ocorria com a escravidão indígena, os lucros com o comércio dos nativos jamais chegavam até a metrópole. Com a abolição da escravatura no Brasil, começou no país e chegada de levas e mais levas de emigrantes em sua maioria italiana, enganada por falsas promessas de enriquecimento e vida fácil, na verdade tornaram-se mão de obra escrava, porém branca, viviam em colônias dentro dos próprios latifúndios, que a eles tudo fornecia a peso de ouro, de ferramentas a gêneros alimentícios, vigiados dia e noite por jagunços ou capangas de acordo com a região em que estivessem. A eles logo se juntaram os japoneses em situação igual ou pior, sem mudanças dignas de nota. Este estado de coisas só veio a sofrer mudança com o fim do patrimonialismo republicano, e a promulgação da consolidação das leis do trabalho (CLT), a criação do ministério do trabalho, instituição do salário mínimo e dos institutos de previdência, bem como de sindicatos representativos de diversas categorias, tudo isso já no governo de Getulio Vargas,quando definitivamente os trabalhadores passaram a terem seus direitos assegurados e respeitados por leis regulamentadas,isso já nos anos de 1930,quando se inicia no Brasil a saída de um modelo agrário exportador,para um de lenta, porém consistente industrialização, deixando de ser o Brasil um pais de população eminentemente rural, para se transformar em urbano, com todas as implicações e demandas que o novo status pedia, em termos de saúde, educação, agendas salariais, formação de mão de obra para a indústria (que se resolveu com a criação do sistema S,capitaneados pelo SENAI e SESI). Hoje já em pleno século XXI, vivendo em um mundo globalizado e interligado seja pela comunicação e também pelas relações de trabalho e comerciais, as demandas são outras, busca-se o equilíbrio entre: trabalho, bem estar e qualidade de vida. O tempo é dinâmico, e todos os atores envolvidos nesta epopéia que é a vida, sabem que mais do que tudo, lutamos desde os tempos das cavernas, por um equilíbrio que nos garanta a sobrevivência e a perpetuação de nossa espécie, para isso tenho certeza somente com união, melhor distribuição de renda, equidade no fornecimento de saúde e educação, cuidado ambiental, somaremos forças para nos tornarmos mais humanos, racionais que somos. O mercado por sua vez requer especialização que por vezes não é oferecida pelo Estado, aos candidatos a uma vaga no mercado de trabalho, gerando com isso altos déficits empregatícios, o que traz consigo a baixa renda vinda a reboque do fantasma do desemprego ou o que é pior, o subemprego, que deixa vulnerável quem dele participa e onera os cofres públicos com a demanda por programas assistencialistas. Por isso as aberturas pelo governo de escolas técnicas federais são importantes ferramentas de aparelhamento do cidadão para enfrentar a concorrência a ser enfrentada ao se lançar na arena que é a busca por novos horizontes, por uma cidadania plena, de direitos e deveres, de forma universalizada.