quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Forum 1 para prova

Fórum 1 para prova
CONSIDERANDO O CONCEITO DE POBREZA RELATIVA DISCUTA:
a) Os indicadores que expressam a situação de pobreza de um país emergente como, por exemplo, o Brasil.
b) Que medidas poderiam contribuir para que um conjunto dos povos possa se beneficiar, de maneira equânime, da riqueza produzida e das conquistas tecnológicas obtidas pela humanidade?
Para prova:
Temos que ao analisar o texto, que a definição de pobreza seja ela relativa ou absoluta não se pautar apenas no quantitativo sócio econômico, mais também em outros indexadores necessários a sobrevivência do ser humano, tais como acesso a educação de qualidade, saneamento básico, salários dignos,meios de transportes,entretanto não são apenas essas  necessidades que as ciências e as políticas sociais  devem ter como norte de suas  considerações.
(...)È bastante Provável,que o melhor indicador na atualidade é o  elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (ISU). Que consiste na média ponderada de três indicadores: a renda per capita na paridade de poder aquisitivo; a esperança de vida desde o nascimento da pessoa e a taxa de alfabetização dos adultos. “É um indicador simples para ser relevado, mas considera duas componentes importantes além da renda econômica”
Para definir o conceito de Pobreza Relativa, cito Vinhais, SOUZA, (2006) que diz: “Por linha de pobreza relativa entende-se aquele valor fixado em relação à renda média ou mediana da população.”
A pobreza relativa está relacionada com a desigualdade de distribuição de renda, podendo ser definida ao calcular a renda per capita de parte da população (CRESPO, GUROVITZ; 2002).
Para Crespo; Gurovitz (2002) “o enfoque absoluto na conceituação da pobreza se observa quando da fixação de padrões para o nível mínimo ou suficiente de necessidades, conhecido como linha ou limite da pobreza, determinando a percentagem da população que se encontra abaixo desse nível. Este padrão de vida mínimo, é apresentado sob diferentes aspectos, podendo ser: nutricional, de moradia ou de vestuário, é normalmente avaliado segundo preços relevantes, calculando a renda necessária para custeá-los. Para o estabelecimento dos limites de pobreza são utilizados  diferentes enfoques, biológico, das necessidades básicas ou o dos salários mínimos. O enfoque biológico define a linha de pobreza a partir dos requisitos nutricionais mínimos da dieta alimentar, e o valor aproximado para a renda a ser gasta para o atendimento desses requisitos. Por básicas entendem-se necessidades como alimentação, moradia, vestuário e serviços essenciais: água potável, saneamento, transporte público, serviços médicos e escolas. O enfoque dos salários mínimos trabalha com a idéia de que existe um salário mínimo oficial que este deva próximo do que é necessário, em dinheiro, para o nível de vida mínimo”.
No Brasil, desde o processo de modernização e industrialização, ocorrido a partir de 1930, a sociedade estruturou-se de forma segmentada. Poucos possuíam uma grande quantidade de direitos sociais e, outros não conseguiam ter acesso a serviços e benefícios. Porém, as desigualdades sociais não podem ser entendidas somente na expectativa do direito de receber determinados bens e serviços. O cidadão deve perceber se integrado socialmente.
É importante ressaltar a necessidade da adoção de diferentes estratégias e programas para combater a pobreza e as desigualdades sociais. A redistribuição de renda leva a plena cidadania e uma maior equidade social.
(...)A pobreza relativa ocorre quando um indivíduo ou uma família tem o mínimo necessário para subsistirem, mas não possuem os meios necessários para viver de acordo com a área onde estão inseridos, nem com pessoas de status social comparável".
A única forma de transformar um pais rico, porém de população eminentemente vivendo abaixo da linha de pobreza, muita das vezes beirando a indigência e a medingância, seria o Estado oferecer não soluções paliativas, como os bolsas rendas oferecidos como esmola ao sofrido povo,sim construir fazer valer e implementar medidas sócio econômicas que levem o cidadão a ter condições de crescimento, de poder galgar postos dentro da pirâmide social, em que ele nasce na base,e sem as ferramentas adequadas, dela jamais sairá.
fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Pobreza_relativa,acesso as 15hs do dia 22/08/2011
O fenômeno econômico chamado pobreza e multifacetado, globalizado e um dos principais desafios enfrentados por Estados de todo o mundo, em países da áfrica esse fenômeno adquire proporções de tragédia, sendo o mais triste exemplo das desigualdades existentes entre as economias
. Infelizmente no Brasil desde sempre nos acostumamos a tendência de os ricos cada vez mais ricos e a pobreza sendo disseminada do norte ao do Brasil, com uma das maiores desigualdades na distribuição de renda do planeta, o que nos coloca no final da fila do IDH (índice de desenvolvimento humano), estamos construindo um país desigual, e, portanto estamos expostos ao desafio histórico de enfrentar uma herança que remonta a nosso passado colonial e escravocrata,passando pelo patrimonialismo coroados de injustiças sociais que excluem parte significativa de sua população a ter acesso a condições mínimas de dignidade e cidadania.
Para que pudesse minorar ou mesmo erradicar a pobreza de um país, teríamos que adotar um Estado de bem estar social total, devolvendo ao cidadão em forma de benefícios, todo imposto por ele pago,infelizmente no Brasil o sistema presidencialista de coalização onde vale a máxima franciscana de que é dando que se recebe, o pobre paga o mesmo imposto que o rico, e toda essa fortuna, tem destino certo a corrupção que de tão irraigada em nossas hostes, já não surpreende ninguém.
(...)Para alguns economistas, a desigualdade seria tolerável se houvesse boas perspectivas de mobilidade social – o que depende, por sua vez, da ocorrência de altas taxas de crescimento econômico (acima de 5% ao ano), durante algum tempo. Estimase, por outro lado, que a implementação de políticas de redistribuição de renda seria um meio mais efetivo de redução do número de pobres do que de um crescimento econômico sustentado que ocorresse a taxas consideradas plausíveis, na economia contemporânea (3% ao ano, por exemplo)".
Na atualidade somente a china cresce a esta velocidade, mesmo assim constrói milionários nos centros urbanos, e mantêm miseráveis nos campos.
Fonte: apostila de estudos pg. 21
O Brasil vive a peculiaridade de mesmo tendo começado seu processo industrial modernizador nos anos de 1930, deixou que a maioria de sua população jamais euferice qualquer beneficio advindo dos tempos modernos que vieram.
Visto a tradição patrimonialista esta impregnada nas entranhas do sistema político brasileiro, onde alianças escusas fazem com que as políticas sejam feitas para grupos de poder e ou para a elite detentora das cartas do jogo, o que faz com que sejamos o eterno país do futuro, com a grande massa sendo o que sempre foi carta fora do baralho.

Baseando-nos nas diversas leituras feitas a respeito do fenômeno pobreza, observamos que mesmo com a melhoria dos indicadores econômicos, a pobreza no Brasil, não da sinais de recrudescimento.
Somos o quinto pais do mundo em extensão territorial, sendo por isso o que ocupa mais da metade da parte sul da America latina.
Políticas publicas implementadas pelos governos (federal, estadual e municipal),no que tange fez-se chegar energia elétrica aos mais distantes rincões do país(programa luz para todos),melhoria do escoamento da produção através da melhoria do sistema viário,crescimento do parque industrial,aumento dos valores pagos pelo bolsa escola,etc.
Porém podemos  observar que nenhuma dessas medidas foi suficiente para combater de forma eficaz a pobreza de nosso povo, que continua vivendo de empregos informais, padecendo do cancro da subnutrição, e o que é pior, sem perspectiva de erradicar doenças tropicais que assolam principalmente as regiões norte e nordeste do país.
Segundo dados do IBGE, no ano de 1987,cerca 40% de nossa população,ou seja 50milhões de pessoas viviam em estado de pobreza absoluta,um terço padeciam de desnutrição,entre 9 e 10 % fazem parte da estatística da mortalidade infantil,cerca de 40%,trabalham no campo em sua maioria como um novo tipo de escravo.
Padecemos de uma concentração de riqueza vergonhosa e as políticas criadas, fazem apenas um paliativo, sem realmente tocar na redistribuição de renda e riquezas do pais.

John Kenneth Galbraith – Economista norte-americano considerado por muitos o maior expoente econômico da atualidade. Citação publicada na coluna frases na Folha de S Paulo em 2 de novembro de 1997.
Os países pobres e em desenvolvimento são os que mais sofrem com os resultados nocivos dessa apropriação de recursos econômico-financeiros de toda ordem, vale dizer, são os protagonistas da própria desgraça, característica de países dependentes e subservientes. Este processo leva à incapacidade de atender à enorme demanda social, por exemplo, torna-se um obstáculo ainda maior para a educação e a qualificação da massa de mão-de-obra desempregada que está sendo empurrada ao trabalho informal por absoluta falta de capacitação profissional.
O significado da palavra globalização para os ricos e poderosos é inteiramente específico, foi idealizado de forma particular, significando que a difusão desse processo tem uma única finalidade – servir aos seus interesses, baseado no livre mercado, na flexibilização do sistema financeiro e no fim das fronteiras nacionais dos países emergentes, pobres, periféricos etc. Evidentemente esse processo não se aplica aos países desenvolvidos.
Constatamos que no final do século XX, os defensores desse poder financeiro globalizado, travestido de "livre comércio" integralizado, previam que na medida em que a riqueza aumenta, os ricos transferem parcela da poupança gerada aos investimentos na ampliação da capacidade produtiva, conseqüentemente mais empregos seriam criados, maior seria a produção, maior seria a capacidade de consumo da maioria, portanto, maior prosperidade para todos.
O que ocorreu na verdade no Brasil foi um maior distanciamento entre ricos e pobres, o mercado se segmentou, isto é, poucos privilegiados detêm a maior parcela da renda gerada, enquanto a grande parte da população é simplesmente marginalizada do processo central de acumulação. “Este processo é liderado pelas grandes corporações, ou melhor, o liberalismo ou a economia de mercado estruturalmente não atendeu às necessidades dos mais pobres, pelo contrário, ampliou ainda mais a pobreza no País”.
Observamos todas essas mazelas em nosso cotidiano, o salário mínimo é incapaz de suprir as necessidades básicas de uma família, enquanto nossos políticos votam aumentos e mais aumentos, em uma total falta de sensibilidade e respeito para com a sociedade.


Boa tarde,
Para que possamos apreender bem os conceitos aqui apresentados,temos que ter em mente que a pobreza pode ser individualizada, enquanto a desigualdade, atinge o conjunto do tecido social,uma da politicas empreendidas pelo governo federal vale a pena ser citada por contribuir com uma quantia infima porém salvadora para muitos brasileiros.
(...)O Programa Bolsa Família (PBF) é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza (com renda mensal por pessoa de R60 01aR  120,00) e extrema pobreza (com renda mensal por pessoa de até R$ 60,00). O PBF integra o programa Fome Zero, que visa assegurar o direito humano à alimentação adequada, promovendo a segurança alimentar e nutricional e contribuindo para a erradicação da extrema pobreza e para a conquista da cidadania pela parcela da população mais vulnerável à fome (MDS, 2008). Veja a esse respeito a Lei 10.836/2004 e o Decreto nº 5.749/2006.
Os dados do programa de inclusão social indicam que 25% da população brasileira são atendidas pelos programas de transferência de renda. A bolsa família possui na atualidade 11,1 milhões de famílias que recebem o benefício. O programa tem contribuído para ajuda a elevar a taxa de crescimento da região mais pobre do país (região nordeste), numa taxa acima da média nacional. Assim, tem contribuído como um fator importante de redução da desigualdade social e da pobreza.
A preocupação com o social continuará recebendo prioridade do governo brasileiro no triênio 2008-2010, apesar da não prorrogação pelo Senado Federal da CPMF em dezembro de 2007, o que provocou uma perda nas receitas do governo federal de R$ 40 bilhões em 2008. “O governo federal sinalizou no orçamento da União de 2008 que os incrementos dos programas sociais e os aumentos reais do salário mínimo nos próximos anos continuarão, mas com menor intensidade”.
Estimulo ao crescimento e investimento do poder público
Para manter o crescimento do PIB no patamar acima de 4% nos próximos anos exigirá do governo a busca de soluções para algumas questões políticas bastante sensíveis. O peso da carga tributária, o elevado “spread” da taxa de juros, a burocracia e os gastos públicos ineficientes são setores que devem receber uma atenção especial do governo federal. A necessidade de recuperação da capacidade de investimento do poder público na atualidade, situado num patamar muito reduzido do PIB, se apresenta como essencial para o crescimento econômico do país.
Fonte: http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/08/jmp.htm

Uma das principais preocupações do mundo na atualidade, é de como equacionar as mazelas advindas, da pobreza,das desigualdades, bem como da exclusão social, que em tempos de um mundo globalizado atingem grandes contingentes populacionais em todos os cantos do planeta, mesmo países ricos possuem sua porção de descamisados, escondidos debaixo do tapete da prosperidade.
Sabemos ao voltarmos nas apostilas já lidas, que após a segunda grande guerra o Estado aumentou sua interferência no meio privado, com a premissa de que a bonança econômica traria a reboque o bem estar social com a conseqüente distribuição equitativa das riquezas produzidas.

O Brasil por estar situado no que conceituam, país em desenvolvimento, vive um curioso paradoxo,a economia vai relativamente bem, porém vários indicadores de pobreza persistem, tais como: saneamento básico incipiente, criminalidade violenta em alta, favelização das áreas no entorno dos grandes centros urbanos,bem como a medigancia e moradores de rua, tudo isso sem que o Estado tome medidas que não simples paliativos eleitoreiros.

Conceitualmente no ambiente acadêmico podemos até discutir tal tema, porém na vida real pobre será sempre pobre, que é aquele que sobra mês e falta salário, que não tem acesso a educação de qualidade, morre na fila do SUS, enfrenta transporte urbano de péssima qualidade levando em baixo do braço a marmita fria, e na cabeça a desesperança, de estar caminhando pra lugar algum.
Países em desenvolvimento ou países emergentes são termos geralmente usados para descreverem  países que possuem  padrões de vida intermediários entre baixo e médio, com uma base industrial em desenvolvimento e um índice de desenvolvimento humano (IDH) variando entre médio e elevado. Este tipo de classificação de países é difícil, visto que não existe uma única definição clara e internacionalmente reconhecida do que seja país desenvolvido, sabendo também que  os níveis de desenvolvimento, econômico e social, podem sofrer variariações muito distintas dentro do grupo dos países considerados em desenvolvimento, sendo que alguns desses países possuem alto padrão de vida médio.
Algumas organizações internacionais, como o Banco mundial, usam classificações estritamente numéricas, baseadas em gráficos e estudos estatísticos e de geopolítica. O Banco Mundial considera todos os países com renda baixa e média como "em desenvolvimento". Na classificação mais recente, as economias foram divididas usando a renda per capita (produto nacional bruto) de 2008 como parâmetros, é neste contesto que o Brasil esta inserido.
Indicadores Sociais
Os indicadores sociais são meios utilizados para designar os países como sendo: Ricos (desenvolvidos), Em Desenvolvimento (economia emergente) ou Pobres (subdesenvolvidos). Com isso, organismos internacionais analisam os países segundo a:
• Expectativa de vida (É a média de anos de vida de uma pessoa em determinado país).
• Taxa de mortalidade (Corresponde ao número de pessoas que morreram durante o ano).
• Taxa de mortalidade infantil (Corresponde ao número de crianças que morrem antes de completar 1 ano).
• Taxa de analfabetismo (Corresponde ao percentual de pessoas que não sabem ler e nem escrever).
• Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, baseada na paridade de poder de compra dos habitantes.
• Saúde (Refere-se à qualidade da saúde da população).
• Alimentação (Refere-se à alimentação mínima que uma pessoa necessita, cerca de 2.500 calorias, e se essa alimentação é balanceada).
• Condições médico-sanitárias (Acesso a esgoto, água tratada, pavimentação etc.)
• Qualidade de vida e acesso ao consumo (Correspondem ao número de carros, de computadores, televisores, celulares, acesso à internet entre outros).

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
Foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para tentar medir o grau econômico e, principalmente, como as pessoas estão vivendo nos países de todo o mundo.
O IDH avalia os países em uma escala de 0 a 1. O índice 1 não foi alcançado por nenhum país do mundo, pois tal índice iria significar que determinado país apresenta uma realidade quase que perfeita, por exemplo, uma elevada renda per capita, expectativa de vida de 90 anos e assim por diante.
Também é bom ressaltar que não existe nenhum país do mundo com índice 0, pois se isso ocorresse era o mesmo que apresentar, por exemplo, taxas de analfabetismo de 100% e todos os outros indicadores em níveis desastrosos.

(...)Historicamente, as enormes desigualdades sociais, econômicas e culturais expressam uma das características mais marcantes do país. Em anos recentes, percebe-se um crescimento da consciência da sociedade e do governo quanto à necessidade de reverter-se essa condição, criando-se mecanismos de participação e controle social, programas, projetos e ações que indicam um movimento de transformações positivas.
Apesar de possuir grande número de pessoas pobres, o Brasil não é um país pobre, mas tem que superar um quadro de injustiça social e desigualdade. As desigualdades sociais estão presentes em todo o país, o que se reflete em uma posição intermediária ocupada pelo Brasil no ranking de países do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Isso significa que ainda há muitas dificuldades a serem superadas nas áreas de educação, assistência social, saúde, distribuição de renda e emprego.
A redução da pobreza e a luta contra as desigualdades sociais são as grandes prioridades do Programa de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil. Pratica-se uma abordagem avançada e estratégica, baseada no avanço do conhecimento e pesquisa em ciências sociais, com o propósito de subsidiar a formulação de políticas públicas e reforçar a capacitação e treinamento das competências dos recursos humanos.
A pobreza não é relacionada somente à falta de recursos, mas engloba diversos elementos como a desigualdade na distribuição de renda, a vulnerabilidade, a exclusão social, a violência, a discriminação, a ausência de dignidade, etc. Neste sentido, a UNESCO está comprometida com a promoção da conscientização para o fato de que a libertação da pobreza é um direito humano fundamental.
A Organização procura direcionar seu discurso, suas práticas, suas perspectivas e a alocação de seus recursos para instrumentalizar a educação, a cultura, a ciência e a comunicação para promover ações para a redução da pobreza e elevar os índices de desenvolvimento humano dos povos:
  • Constituindo num foro de troca de idéias sobre políticas e práticas internacionais
  • Promovendo o intercâmbio e disseminando experiências exitosas na erradicação da pobreza.
A UNESCO acredita que desenvolver o capital social significa fortalecer a sociedade civil por meio de políticas que promovam mudanças reais na qualidade de vida das populações. 
Fonte: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/social-and-human-sciences/poverty-reduction/
A luta é de toda a sociedade clama por uma distribuição de renda mais equitativa, porém esbarramos no clientelismo político, onde vale mais uma cesta básica por um voto do que criar políticas duradouras,nossa tradição de país de colônia de exploração não de ocupação, criou no brasileiro uma letargia que beira a indolência, nos acostumamos a tudo aceitar, a baixar a cabeça e fingir que a fome e a miséria aqui não acontecem, uma lastima,somos os protótipos de não cidadãos.

CONSIDERANDO O CONCEITO DE POBREZA RELATIVA DISCUTA:
a) Os indicadores que expressam a situação de pobreza de um país emergente como, por exemplo, o Brasil.
b) Que medidas poderiam contribuir para que um conjunto dos povos possa se beneficiar, de maneira equânime, da riqueza produzida e das conquistas tecnológicas obtidas pela humanidade?
Primeiro ponto: Conhecer o que é pobreza no Brasil;
Segundo ponto: Trabalhar para declínio de longo prazo e manter a estabilidade;
Terceiro ponto: No Brasil a persistência da pobreza absoluta, do ponto de vista do rendimento, está vinculada à desigualdade – Portanto, diminuir a desigualdade;
Quarto ponto: Considerando a geografia da pobreza – urbanização e desigualdades regionais – houve uma alteração na espacialização da pobreza, declinando no meio rural e à medida que o país se urbanizou, a pobreza tornou-se essencialmente urbana e metropolitana. Este novo perfil dos pobres requer um conjunto mais complexo de políticas públicas que levem em conta a maior heterogeneidade da pobreza no meio urbano;
Quinto ponto: Considerando a heterogeneidade da pobreza, evidencia que é necessário estratégias diversas de combate à pobreza, conforme o perfil da população-alvo;
Sexto ponto: Considerando educação, renda e pobreza – embora pobreza seja um fenômeno complexo, associado a muitas causas, as evidências empíricas de que se dispõe permitem correlacionar, de forma inequívoca, pobreza e baixo nível de escolaridade. É importante observar que baixo nível de escolaridade não significa necessariamente condenação à pobreza: sabe-se que as pessoas de baixo nível de escolaridade se repartem de forma bastante uniforme ao longo da distribuição de rendimentos. No entanto, entre os pobres,
predominam indivíduos de baixo nível de escolaridade (Barros; Machado & Mendonça, 1997).
Sétimo Ponto: Considerando pobreza e mercado de trabalho – A forma desejável de os indivíduos obterem renda necessária para evitar a pobreza é pela inserção no mercado de trabalho. No entanto, dadas as características estruturais do mercado de trabalho brasileiro, mesmo trabalhadores envolvidos em tempo integral em atividades formais recebendo o salário mínimo podem ser pobres, em função da composição de sua família e do baixo valor desse salário;
Oitavo ponto: Considerando crianças – os mais vulneráveis
É prioritária a focalização de políticas antipobreza em famílias de baixa renda com crianças em idade pré-escolar, sejam essas políticas de transferência direta de renda, sejam baseadas em outros mecanismos assistenciais centrados no eixo alimentação-higiene-saúde;
Nono ponto: Considerando “bom desenho” da política antipobreza - para garantir a eficácia dessas políticas, é essencial que os mecanismos de apoio de promoção dos pobres sejam concebidos de forma a atender a objetivos claramente explicitados, o que implica definição de meios (financeiros e gerenciais) compatíveis com as ações a serem desenvolvidas junto a uma determinada população-alvo bem definida.
Décimo ponto: quanto custa eliminar a pobreza?
Adotar o combate à pobreza como bandeira política conseqüente requer a reestruturação do gasto social, em geral e o redesenho dos mecanismos voltados especificamente ao atendimento dos pobres. É indispensável concentrar o uso de recursos, antigos ou novos, em políticas de objetivos claros e focalizados em populações bem definidas. É essencial priorizar o atendimento aos mais pobres, mas garantindo a eficiência operacional, tanto de medidas assistenciais, que apenas amenizam os sintomas presentes da pobreza, como daquelas que têm o potencial de romper de forma definitiva o círculo vicioso da pobreza.

Bibliografia
I. Bacha, Edmar Lisboa. II.Schwartzman, Simon – Brasil: Nova agenda Social – Rio de Janeiro – LTC, 2011.
Santos, Milton – Pobreza Urbana – São Paulo – Editora USP, 2009.
Pochmann, Marcio – O desafio da inclusão social no Brasil – São Paulo: Publisher Brasil, 2004.
Rocha,Sonia – Pobreza no Brasil:afinal, de que se trata? Rio de janeiro : Editora FGV, 2003. 244p.
Temos o PIB per capita, IDH, Gini, índices aceitos mundialmente que servem para escalonar o nível de riqueza e desenvolvimento dos diversos países.
Porém, comparando os números às realidades podemos ver que estes devem ser usados não para determinar, de forma única, as características de uma população, mas sim, para dar subsídios para o estudo de determinado povo.
Por isso, o conceito de "pobreza relativa" é mais apropriado para nossos estudos, afinal, como disse anteriormente, a pobreza "é" relativa, depende da situação sócio-cultural de cada grupo.
O que devemos perceber é que os indivíduos devem ter, em seus ambientes, o acesso a bens e direitos que são básicos a qualquer indivíduo, isto promove seu bem-estar e garante que não saia de lá - a acabe mais excluído ainda - em busca de melhor qualidade de vida.
Assim, ações que permitam que o indivíduo se desenvolva valorizando seu local e não outros e saiba e tenha possibilidade de tirar dali seu bem-estar são primordiais, como:
- educação e qualificação valorizando a cultura e afinidade econômica locais;
- reforma agrária que dê subsídios aos posseiros de se estabelecer na terra e fazer dela produtiva,
- infra-estrutura a áreas de ocupação irregular que levem água tratada, esgoto além de equipamentos de saúde local e recreação,
- reformas fiscais e econômicas que viabilizem a maior oferta de emprego,
- projetos na área da saúde que viabilizem o acesso das comunidades com poucos recursos e de difícil acesso (exemplo: consórcio de saúde, que une pequenos municípios e desafoga os grandes)
Enfim, se o poder público agir localmente e com eficiência, todos os que são hoje excluídos, poderão, dentro de sua realidade, vislumbrar condições de vida melhores.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

SUS avanços e desafios

SUS avanços e desafios
Desde o advento de sua a criação o Sistema Único de Saúde (SUS), o quadro de gestores têm empreendido todos os esforços para a discussão de como melhor planejar e implementar políticas que vizem melhorar o atendimento,e a oferta da cesta de medicamentos necessários a um atendimento de qualidade a sociedade.
No entanto mesmo com todos avanços alcançados pelo SUS, existem aspectos relevantes  que se colocam de forma prioritária e que constituem prioritariamente como desafios para a institucionalização plena do planejamento no SUS, que é hoje seu gargalo, ponto de estrangulamento, pois não consegue atender a demanda por seus serviços, e nem a oferta de medicamentos, e atendimentos de alta complexidade,chegando ao disparate, e mandarem aviso a um cidadão de que sua cirurgia cardíaca estava agendada, 2 anos após sua morte, um erro imperdoável
. No período que antecedeu a criação do SUS (sistema único de saúde),o Brasil vivia a reboque de um sistema de saúde vinculado estreitamente com as atividades previdenciárias, sendo que seu caráter contributivo, fazia com que houvesse uma demarcação bem visível e exclusiva da população brasileira em dos grupos antagônicos,os vinculados a previdência e os que não tinham vinculo com a mesma, isso sem contar com a elite com poder aquisitivo para pertencerem a planos privados de saúde.
Podemos a partir deste estado primordial de nossa previdência, que convenhamos era por demais injusta no que tange o ponto de vista social, éramos cidadãos de primeira(inclusos),e segunda classe excluídos.
Mesmo com as mazelas que todos nós temos conhecimento da falta de gerenciamento, falcatruas, pagamento indevido de benefícios, estes incluídos tinham um maior acesso medico hospitalar, que mesmo de forma precária os servia através do então INAMPS, aos excluídos restava os serviços médicos hospitalares de entidades beneficentes e filantrópicas e de uns poucos hospitais públicos.
Tendo como base este sistema falho tanto estrutural como de financiamento das atividades inerentes a assistência a saúde, havia uma lógica discriminatória dentro dos órgãos públicos envolvidos como atores principais, como agentes da saúde publica.
Sob a égide do extinto INAMPS, as ações do ministério da saúde bem como das secretarias estaduais, municipais, viviam principalmente de implementar campanhas de vacinação e o controle nem sempre bem sucedido das endemias próprias de um país tropical,quanto a assistência a saúde a grande massa de carentes e desvalidos tinham que contar com a benevolência das santas casas de misericórdia, gerenciadas por freiras, muitas das quais missionárias vindas de outros países,a fundação Frederico ozanan, e a sociedade são Vicente de Paula.
No lento caminhar das decisões governamentais até que virem realidade palpável e, portanto serve ao publico o que é sua finalidade, nosso sistema de saúde e previdência social sempre foi exclusivo,portanto jamais servia a todos que dele necessitavam.
Tiveram diversas nomenclaturas, INSS e INAMPS, que mantinham sob a cobertura de sua atuação apenas os trabalhadores com vinculo empregatício oficial, ou seja com carteira assinada, isso terminou com o advento da constituição de 1988, que instituiu o sistema único de saúde, uma parceria entre o poder publico federal, o municipal e o estadual.
O grande desafio de qualquer sistema universal de assistência , previdência social e de saúde,é diminuir a distância entre o que é demandado pela sociedade,e o que realmente pode ser oferecido pelos diversos órgãos inerentes a esta prestação de serviços,não podemos nos esquecer que em seu nascedouro o sistema sempre foi desigual iníquo,ilógico,não cooperativo e ineficaz.
Tendo e vista a complexidade das demandas por atendimentos médicos cada vez mais complexos, o surgimento de novas drogas terapêuticas de alto valor financeiro, a atual universalidade dos serviços de saúde, e a velha cantilena do governo sobre a tal falta de verbas, o caminho a ser seguido na busca pelo que a sociedade necessita será longo e árduo, visto que hoje o melhor é não ficar doente, e se ficar reze a deus para ser seu dia de sorte e conseguir agendar sua consulta para no mínimo um mês depois, e pra deus tira-lo da lista
, cara anelise, concordo plenamente com você, mesmo procurando otimizar seu atendimento,manter o ambiente hospitalar livre de vírus e outros contaminantes causadores das infecções ,o gestor hospitalar ainda tem que lidar com a falta de profissionalismo de membros de suas equipes de atendimento ,infelizmente não são todos mais como em todo serviço há bons e maus profissionais e na saúde não poderia ser diferente.
Quanto a questão de demanda é impossível a curto prazo ser sanada,já no que trata de finanças não creio que estejam assim tão mal,a prefeitura de três corações por exemplo, acaba de premiar antigas auxiliares de enfermagem,após curso rápido de técnico em enfermagem,com um aumentinho substancial de quase 100%,coisa de R$1.200;00 por uma jornada de 6hs de trabalho, nada mal para quem não assimulou nada do que aprendeu, o serviço continua péssimo como sempre,isso na área municipal, já o único hospital publico de três corações é refém de repasses da câmera de vereadores e da prefeitura municipal,não é de se estranhar a super lotação observada todos os dias em sua recepção, a quem recorrer?

O problema de gestão do SUS, passa inevitavelmente pela herança política que herdamos dos tempos do patrimonialismo,os cargos são loteados a bel prazer dos prefeitos para cumprir acordos espúrios com correligionários, quando não para beneficiar amigos e parentes, como sou leigo quando o assunto é gestão hospitalar ou de saúde, não consigo entender um secretario de saúde que não seja médico, e aqui tem.
(...)No que diz respeito às políticas de saúde, agregue-se a isso a complexidade inerente a essa área, relacionada aos seguintes fatores: múltiplas determinações sobre o estado de saúde da população e dos indivíduos; diversidade das necessidades de saúde em uma população; diferentes tipos de ações e serviços necessários para dar conta dessas necessidades; capacitação de pessoal e recursos tecnológicos requeridos para atendê-las; interesses e pressões do mercado na área da saúde (no âmbito da comercialização de equipamentos,medicamentos, produção de serviços, entre outros) que freqüentemente tencionam a estruturação de um sistema calcado na concepção de saúde como um direito de cidadania. O federalismo brasileiro apresenta algumas especificidades que merecem destaque, por suas implicações para a área da saúde. A primeira diz respeito ao grande peso dos municípios, considerados como entes federativos com muitas responsabilidades na implementação de políticas públicas. A diversidade dos municípios brasileiros – em termos de porte,desenvolvimento político, econômico e social, capacidade de arrecadação tributária e capacidade institucional de Estado –, por sua vez, implica diferentes possibilidades de implementação de políticas públicas de saúde, face à complexidade de enfrentamento dos desafios mencionados. Outro aspecto relevante é que o federalismo brasileiro ainda se encontra de certa forma “em construção”, uma vez que, ao longo de toda a história, foi tensionado por períodos de centralismo autoritário e a redemocratização do País ainda é relativamente recente".
Isso explica parte do problema, o outro fica por conta de quem senta atraz da mesa, ou seja sua alteza o gestor.
Fonte IPEA/SUS
Dentre todas as políticas sociais implementadas no mundo nas ultimas décadas o SUS se mostrou o maior mais universalizante, porém também o mais ineficiente quando trata-se do gerenciamento de serviços e relacionamento com o publico alvo,ou seja a sociedade.
Sua natureza federativa o torna um gigante em tudo, nos benefícios oferecidos, e também nos desafios a serem repensados,como pessoal de má qualidade no atendimento, falta de profissionais capacitados,e incapacidade para atender as demandas exigidas pelo crescimento demográfico,e a maior longevidade populacional.
sob qualquer ponto de vista a articulação federativa levada a termo pelo governo federal em consórcio com os governos municipais e estaduais, na forma do SUS,é comumente exemplificada e enaltecida por todos os órgãos internacionais ligados a assistência universalizada, como o modelo dos sonhos de qualquer gestor no que tange sua abrangência em um país de dimensões continentais como o Brasil.
Entretanto há setores na gestão publica do SUS, que historicamente se mostram como gargalos sistematicamente minimizadores das qualidades intrínsecas que magnitude do programa requer isto se da principalmente no sistema de gerenciamento das unidades de atendimento (postos de saúde, hospitais e ambulatórios), cuja missão primordial seria assegurar de forma inequívoca o acesso universal e igualitário a todos os cidadãos, como reza a constituição em seu artigo 196 da carta magna do país (CF).
Porém o que vemos é que estas unidades que deveriam ser a face agigantada do SUS se mostram desaparelhadas, mal dirigidas,deixando muito a desejar em termos de eficiência,efetividade e qualidade nos serviços prestados.Segundo estudos do banco mundial um dos fatores preponderantes do gargalo que trava as ações do SUS em sua ponta de atuação mais próxima do publico alvo, é sua falta de autonomia quanto a finanças e a parte tecno-burocratica-administrativa. Devemos também considerar que os recursos alocados como fontes de financiamento de todo o sistema previdenciário e de saúde, são via de regra considerados como insuficientes pelos gestores.
O desenvolvimento federativo do SUS e as novas modalidades institucionais de gerência das unidades assistenciais estados na organização das suas regiões e microrregiões assistenciais durante esse período. De sua parte, a Norma Operacional de Assistência de 2002 (NOAS/2002) não faz referência ao papel dos consórcios, mas estabelece como requisito a formulação do Plano Diretor de Regionalização (PDR), "como instrumento de ordenamento do processo de regionalização da assistência em cada estado e no Distrito Federal" (Ministério da Saúde, 2002, p. 9). A NOAS afirma que o PDR:
fundamenta-se na conformação de sistemas funcionais e resolutivos de assistência à saúde, por meio da organização dos territórios estaduais em regiões/microrregiões e módulos assistenciais; da conformação de redes hierarquizadas de serviços; do estabelecimento de mecanismos e fluxos de referência e contra-referência intermunicipais, objetivando garantir a integralidade da assistência e o acesso da população aos serviços e ações de saúde de acordo com suas necessidades.
(Ministério da Saúde, 2002, p. 9).
A estratégia de formação de consórcios municipais facilmente pode escapar às diretrizes da política estadual de organização da assistência em microrregiões, devido ao caráter de cooperação espontânea dos consórcios. Portanto, esta estratégia tem de ser avaliada pelas secretarias estaduais para que possa se ajustar às diretrizes do PDR, o qual, em princípio, busca detectar o conjunto das necessidades e prioridades das microrregiões dentro do território de cada unidade federada.
A trajetória bem-sucedida da descentralização do SUS é comprovada pela Tabela 2, que exibe a evolução do número de leitos hospitalares e do número de empregos de médicos nas três esferas de governo ao longo do período 1992-2005. Os dados evidenciam forte desconcentração
Tabela 1-

Estado
Consórcios
Estado
Consórcios
CE
2
RJ
6
ES
8
RN
3
MG
65
RS
16
MT
15
SC
10
PA
3
SP
17
PB
7
PR
24
Brasil
176

fonte:http://cebes.org.br/media/File/cap2_livro_cebes_gestao.pdf
Isso corrobora nossos posts, e clareia de forma inequívoca a magnitude do SUS, e seus benefícios para toda população brasileira principalmente as classes C e D, sem condições de se agregarem aos muitos planos de saúde privados.

Encerrando nosso fórum, destaco como disse anteriormente que estamos diante, de um assunto polêmico, a saúde no Brasil!
Como aprendemos em nossa apostila, os tratamentos de saúde, no Brasil, antes da democratização política pela qual passamos no final de década de 1980, era atrelado a ao sistema previdenciário, custeado pelos empregados e empregadores. Desse modo, tinham acesso a esse sistema aqueles que tivessem vínculo empregatício, estabelecidos em relações de trabalho formais e regulares. O sistema, como podemos observar, era excludente, na medida em que não assistia aqueles que estavam às margens do capitalismo. Ao Estado, na época, competia o tratamento de indigentes, assim como a “saúde pública”, consistente na realização de campanhas de vacinação, por exemplo.
Esse sistema, evidentemente, fez com que a rede privada de saúde crescesse muito no país, e por dois outros motivos: tanto o Estado quanto as empresas utilizavam e contratavam os serviços particulares. Importa também esclarecer que o enfoque da saúde era individual, com utilização de especialistas e da alta tecnologia, o que favoreceu o crescimento do mercado de clínicas médicas e escolares.
Nesse contexto, a Reforma Sanitária emergiu servindo de inspiração para o Constituinte que, em 1988, criou um sistema diferenciado e social, ainda que os demais países capitalistas do mundo já estivesse na contramão, no modelo neoliberal. Eram os propósitos da reforma: expandir a cobertura; propiciar a viabilidade financeira e fiscal do sistema; melhorar a eficiência, a qualidade e a satisfação dos usuários; criar novas funções para o Estado na formulação e implementação de políticas públicas na área da saúde, através da utilização do registros confiáveis que deveriam ser utilizados de forma integrada.
Inspirados por esses ideais dos reformistas, o a Constituição de 1988 criou o SUS, consagrado seus princípios norteadores: a universalidade, consistente da disponibilização dos serviços de saúde a todos os brasileiros, independente das condições; a integralidade, consistente no reconhecimento das necessidades múltiplas do indivíduo; e a participação social na sua gestão, que consiste na reunião de diversos setores da sociedade e níveis do governo na sua gestão.
Em resumo, o sistema de saúde anterior à CR/88 era excludente; o novo sistema é universal e arejado pelos ventos democráticos. É verdade que o salto foi gigantesco, mas uma crítica apontada em nossa apostila merece ser objeto de nossas reflexões, sobretudo no atual momento de nossos estudos, quando já vimos os diferentes modelos de Estados, aprendemos sobre política e as políticas públicas.
Nosso sistema de saúde é “rachado”: temos o SUS, culturalmente associado à população de baixa renda, e a iniciativa privada ressaltada pela ampla abrangência dos planos de saúde. A apostila mostra um dado muito preocupante: o que pagamos de planos de saúde é o que o Estado gasta para atender a um número três vezes maior de pessoas. Essa força do sistema privado é também influenciada pela desconfiança com que olhamos para o sistema público. Essa desconfiança, inevitavelmente, faz com grande número de pessoas, até mesmo aquelas com poucas condições financeiras, sacrifiquem suas economias e adquiram um plano de saúde.
E isso, infelizmente, enfraquece o SUS! Porque os cidadãos que não têm escolha acabam se submetendo e estes estão nas camadas mais carentes cuja expressividade dos recursos de poder é diminuída.
Para que ocorra a efetiva participação social na gestão da saúde, é fundamental que se programem mecanismos de mobilização dos diferentes sujeitos relacionados ao SUS, fortalecendo, a cidadania plena. Formalmente, todos os estados e municípios têm conselhos de saúde, porém, em muitos casos, são frágeis na efetividade e na eficácia de suas atuações, requerendo iniciativas concretas de três esferas de gestão do SUS e da sociedade civil. A administração pública tem buscado priorizar com o objetivo de atingem maior eficiência, eficácia e efetividade na gestão da saúde. Entretanto, sabemos que a instituição SUS é complexa, e sabemos da descentralização dos processos de gestão das ações de saúde e o setor financeiro, exigindo maior competência no desenrolar dos processos estratégicos e participativos do sistema. Então, para um contínuo crescimento estruturado é necessário um monitoramento e avaliação da gestão do SUS, contribuindo assim para a qualificação da administração pública, gerando comprometimento com a gestão participativa.
Acho que é isso,Lillian cherrine

Educação e cotas no ensino superior

Na tranqüilidade de suas mansões preparando-se para mais um turno escolar (escola privada), que sejam custar a bagatela de 2.000,00 reais,o cidadão da elite deste país ou mesmo da classe média alta, sofre arrepios quando ouve mencionar que o governo optou por corrigir uma injustiça histórica, mesmo que não seja o mais perfeito dos planos,mostra que alguém deixou a covardia de lado, deixou também de lado a falácia da tal democracia racial,escolas federais bancadas por todos, freqüentadas apenas por membros da classe A,os demais pobres coitados freqüentadores de escolas municipais e estaduais de ensino de péssima qualidade, restam as funções que a aristocracia não aceita executar,de uma volta vá nos grandes shopping Center, grandes bancos,nos hospitais, conte nos dedos quantos negros estarão em algum cargo que não o de faxineiro, cozinheiro, servente ou pedreiro.
Hora, pois dirão os são contrários a leis de cotas para negros, existem brancos que também estão no mesmo barco, no que qualquer ser mediamente inteligente responderá, foram os brancos caçados como animais nos confins da áfrica e tratados como peças de trabalho por 400 anos, tiveram ao longo da historia as mesmas oportunidades de emprego, estudo, acesso a saúde, certamente que não,o resto é a velha conversa de político demagogo.
Dificuldades no aprendizado por parte dos discentes, e de comunicação e transmissão de conhecimentos, normas e regras claras por parte do corpo docente, são comuns no ambiente escolar brasileiro, vem daí a necessidade de termos meios da moderna tecnologia que nos aproximem o publico alvo, em ultima hipótese o aluno,para que o mesmo mostre-se mais interessado naquilo que ninguém jamais tirará dele o saber, seja pobre, rico, negro ou índio. 
Uma das vertentes a ser  discutida com mais ênfase são as mudanças contínuas em busca de novas  tecnologias que estejam mais aptas a  influenciar na forma de vida, trabalho,e estudo, causando a necessidade de transformação aos processos de ensino e aprendizagem. O uso do fax, computador, além de serviços prestados via satélite mostram que o conhecimento está mais acessível, pois reduz as fronteiras do espaço e do tempo.
É difícil imaginar nos dias de hoje o uso de máquinas de escrever, ao invés de computadores, já que alguns modelos são encontrados no museu histórico. Ou então trocar o e-mail pelo sistema de cartas. Quanto tempo perderia a espera de uma resposta que agora chega dentro de alguns segundos.
(...)A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), aprovada em 1996, trouxe um grande avanço no sistema de educação de nosso país. Esta lei visa tornar a escola um espaço de participação social, valorizando a democracia, o respeito, a pluralidade cultural e a formação do cidadão. A escola ganhou vida e mais significado para os estudantes".
Outros dados da educação brasileira:
Taxa de abandono (2008): 4,8%
Taxa de reprovação (2008): 12,1%
Taxa de aprovação (2008): 83,1%
Matrículas na Educação Básica (2009): 52.580.452
Fonte: MEC/Inep
Pelo menos em números estamos chegando ao primeiro mundo, quanto o mais o futuro dirá.
A LDB
Principais características
·         (...) Darcy Ribeiro foi o relator da lei 9394/96
·         Gestão democrática do ensino público e progressiva autonomia pedagógica e administrativa das unidades escolares (art. 3 e 15)
·         Ensino fundamental obrigatório e gratuito (art. 4)
·         Carga horária mínima de oitocentas horas distribuídas em duzentos dias na educação básica (art. 24)
·         Prevê um núcleo comum para o currículo do ensino fundamental e médio e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. 26)
·         Formação de docentes para atuar na educação básica em curso de nível superior, sendo aceito para a educação infantil e as quatro primeiras séries do fundamental formação em curso Normal do ensino médio (art. 62)
·         Formação dos especialistas da educação em curso superior de pedagogia ou pós-graduação (art. 64)
·         A União deve gastar no mínimo 18% e os estados e municípios no mínimo 25% de seus respectivos orçamentos na manutenção e desenvolvimento do ensino público (art. 69)
·         Dinheiro público pode financiar escolas comunitárias, confessionais e filantrópicas (art. 77)
·         Prevê a criação do Plano Nacional de Educação (art. 87)"
Como podemos observar, a LDB e uma normativa que norteia o ensino no país, mormente o ensino básico e o médio,infelizmente ao tomaram medidas unilaterais de cima para baixo, sem levarem em consideração as dimensões continentais do país ,o que nos leva a termos realidades dispares,e cometendo a insensatez de trocar a qualidade do ensino pela quantidade no ensino, em suma estamos criando agora para um futuro não muito distante um quadro horripilante de analfabetos funcionais.
educação nas series iniciais do ensino no Brasil é vergonhosa assim como é vergonho o investimento por aluno do país em relação ao PIB ignorando que para se construir o futuro o investimento teria que ser feito hoje agora, para que se colhessem frutos a médio e longo prazo,deixam passar a máxima do ensino que  é ,sem as ferramentas adequadas qualquer estudante não passa de um analfabeto funcional, que é o que vemos em todas as series do ensino publico no Brasil, seja no ensino fundamental seja no médio,a exceção ainda é o ensino superior que conta com universidades de renome,  porém ainda sim querem jogar a culpa por seu desapalheramento, nas recentes políticas afirmativas tomadas em favor das minorias, destacando-se entre elas os negros e indígenas. 
 Alunos das escolas públicas salvo raríssimas exceções não recebem a preparação e o ensino adequados para que enfrentem em grau de igualdade os alunos advindos do ensino em escolas particulares,por isso quando um entre milhões consegue alcançar a universidade federal , é matéria nos jornais do país inteiro, isso para mim soa como uma grande hipocrisia, já que são a maioria dos matriculados em todas as seriés iniciais do ensino publico deveriam ter o mesmo numero de vagas a eles garantida no ensino superior deveriam também serem a maioria nas escolas publicas, ai sim vem a grande verdade as universidades publicas ,financiadas com o dinheiro dos pobres é freqüentada em 90% dos casos por ricos, disso não escapa nem os programas estudantis de financiamento  bancados pelo governo federal, onde já foram pegos no Paraná e em são Paulo,Rio de janeiro e minas gerais jovens com carros importados bolsistas,isto é usurpando o direito de quem realmente precisa com a conivência de reitores e outros mais.


nem só do pão vive o homem, assim diz a bíblia, porém nossos governantes,apenas e tão somente apenas querem suprir as necessidades do povo brasileiro ávido por saberes com pão e água,até quando isso bastará para lhes garantir os votos?
Racismo institucional


 O processo de cotas implementado no Brasil é um dos mais revolucionários do universo estudantil brasileiro de todos os tempos. Dos anos 30 até os anos 2000, as universidades brasileiras funcionaram como um feudo das elites deste país. 
 Existem poucos países no mundo de um racismo tão irraigado quanto dissimulado quanto o Brasil, poucos países no mundo usam de forma tão excludente o componente composto pela dualidade negro e pobre.
 Não nos iludamos de que exista uma lei para com  os negros que estão fora, mas eles viveram a vida toda excluídos  (da universidade). Nosso racismo  é estrutural e  institucional, por isso o ambiente exclusivo. 
Segundo a maioria dos antropólogos pesquisadores da questão, toda  crítica socioeconômica contra as cotas é falha, assim como o argumento de que a análise dos pedidos é subjetivo.
Sendo uma sociedade onde campeia a corrupção e o levar vantagem em tudo, existe a possibilidade real, de algum incauto se pintar de negro a apresentar-se como candidato dentro do sistema de cotas.
Romper com modelos tradicionais pura e simplesmente de nada adiantará, tampouco a confecção de longos e inócuos  diagnósticos , projeções e trabalhos acadêmicos que se mostram longe de terem uma aplicação pratica na atualidade.  É necessário ousarmos na criação de um novo cenário educacional, que se encaixe em nossas reais possibilidades. E dever de todo profissional da área educacional ou mesmo na de gestão escolar, lutar para que haja por parte dos órgãos competentes mais investimentos, que visem minorar deficiências crônicas, herança de anos de abandono de nossas escolas. Tudo precisa ser repensado, desde salários, estruturas físicas, e mesmo o modelo de gestão, que embora tenha dado passos a frente rumo ao futuro ainda se mostra ineficiente. È chover no molhado enumerarmos o que faz de um ambiente qualquer um ambiente escolar de qualidade, precisamos ter recursos tecnológicos, biblioteca atualizada, bons projetos pedagógicos. Deixarmos de agirmos como meros transmissores do que esta nos compêndios, e nos doarmos mais na missão de transmitir os saberes.

Discordo com plena convicção com suas colocações, hoje o negro que vence todas barreiras possíveis e chega ao curso superior graduando-se tem seu futuro garantido?
me diga onde e estarei me mudando para lá, na concorrência por uma vaga prevalece sempre o fator de desempate com critérios subjetivos, para se maquiar o racismo covarde exercido ou escondido no coração da maioria dos brasileiros.

Falar sobre a educação no Brasil e assunto que gera e sempre gerara discussões que são salutares para que alcancemos o que mais desejamos uma educação melhor e de maior qualidade que é o objetivo principal da educação na acepção principal da palavra.. As introduções de novas tecnologias estão sendo instrumentos de grande valia no campo da moderna educação. Educar tem lá seus percalços, entretanto hoje podemos contar com a substancial colaboração de modernos meios eletrônicos para desenvolvermos nossas  atividades pedagógicas.E sempre  um pouco complicado pela banalidade de nem todos terem acesso a tudo o que esta a disposição neste campo. A dificuldade advém do fato de vivermos uma realidade terceiro mundista e utopicamente sonharmos com a educação de primeiro mundo, precisamos nos adaptar a nossa realidade, e dentro dela construirmos mecanismos de superação que maximizem nossos ganhos de aprimoramento no campo educacional.  Zero de sonhos e devaneios se conhecemos a dura realidade da educação em nosso pais.

Não me sinto a vontade para discorrer sobre as tais cotas para as minorias, mormente os negros, jamais necessitei desta lei que veio a corrigir uma distorção histórica do caráter, personalidade dos colonizadores desta nação,  meus bis avós não pediram para aqui estar, e muito menos seus netos e bisnetos, pagamos a conta de uma ambição descabida dos barões do café e do açúcar, que na ânsia de euferirem lucros sem pagar pela mão de obra, optaram pelo uso da mão de obra escrava, na verdade uma das maiores vergonhas do hemisfério sul, fomos a ultima nação  a conceder a liberdade aos cativos, isto sob pressão dos ingleses, e minha avó estava lá, recebendo sua certidão de "nascimento", no dia 13 de maio de 1888.
Soltos como gado no pasto, sem casa comida, emprego, escolaridade, escorraçados por quem lhes tirou a vida a dignidade, a juventude, indo inflar a periferia dos grandes centros urbanos, como indigentes, sem documentos, portando apenas a tão sonhada e maldita carta de alforria, agora um empecilho para que conseguissem trabalho,visto que ninguém queria lhes pagar salários.
Agora na atualidade quando um governo resolve corrigir uma distorção histórica somos obrigados a ver opiniões de quem nunca soube o que é ser discriminado, ter cabelo pixaim, lábios grossos, e ter apenas um caderno brochura,um lápis e uma borracha, e enfrentar um colégio de brancos tendo como companhia, dois ou três colegas da mesma etnia, segregados em um canto da sala, alvo da zombaria de alunos e professores, alguns chegando ao disparate de dizer com todas as letras: por que VS estudam, não seria mais produtivo caçarem um emprego na lavoura, para ajudar seus pais.
Graças a deus muitos venceram todas as barreiras e seguiram em frente, e não apenas como pagodeiros ou jogadores de futebol.
Não podemos esquecer também que a maioria dos programas governamentais, de financiamento educacional, exigem tantas garantias que poucos negros ou pobres, conseguem acesso a eles.
Quadro da educação nacional 
Varias Pesquisas na área da educação mostram que um terço dos brasileiros são freqüentadores dos ambientes escolares diariamente  entre professores e alunos. A estimativa é que  são mais ou menos 2,5 milhões de professores e 53 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino, (ensino fundamental, médio e superior),isto sem contar os mais diversos cursos de especialização(pós graduação,mestrado, doutorado e pós doutorado), Estes números apontam para um crescimento inquestionável no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado como base para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país.
Outra notícia de suma importância na área educacional, versa sobre o índice de analfabetismo absoluto no país.
Segundo dados Recentes de pesquisas do PNAD - IBGE, que mostram uma queda consistente no índice de analfabetismo em nosso país na última década (1992 a 2002). Segundo esses dados em 1992, o número de analfabetos correspondia a 16,4% da população. Esse índice caiu para 10,9% em 2002 e para 10% em 2008. No ano de 2009 verificou-se uma nova queda para 9,7%. Ou seja, um grande avanço, embora ainda haja muito a ser feito para a erradicação do analfabetismo no Brasil. Outro dado importante mostra que, em 2006, 97% das crianças de sete a quatorze anos freqüentavam a escola.
Fonte de pesquisa; pessoal.utfpr.edu.br
Na Atualidade, todos os países em desenvolvimento consideram a educação como um dos setores de maior importância  tanto para o desenvolvimento de uma nação, como para o engrandecimento pessoal de seus cidadãos. É através da produção e apreensão de conhecimentos que um país cresce,tanto intelectualmente como na produção de materiais de qualidade aumentando assim a renda individual dos seus membros  a qualidade de vida, e o próprio produto interno bruto. 
  O  Brasil embora tenha buscado avançar no campo dos investimentos educacionais nas últimas décadas,muito ainda há muito para ser feito. A escola em sua base (Ensino Fundamental e Médio), e mesmo na graduação ou estudos mais avançados (mestrado, doutorado) tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social e econômica, vem dai o por que de muitas famílias  investirem na formação de seus filhos,no caso do Brasil contando com os diversos programas governamentais para o setor.
Quer melhor exemplo, de crescimento profissional do que o negro Joaquim Barbosa Gomes, chegar a ministro do STF, por mérito e se bater sempre da assertiva das políticas e leis afirmativas em prol dos excluídos de nossa sociedade, sejam brancos , negros e indígenas.
Caro amigo claret ,não podemos nos esquecer que o racismo dos EUA,é muito mais virulento e não dissimulado como no Brasil, lá ate os anos 60 negro tinha que andar de pé em ônibus ou lotações, aqui disfarçavam o preconceito da seguinte forma,"precisa-se de balconista exige-se boa aparência", por que não competência?
Lá houve luta para se conseguir direitos e ações afirmativas para com as minorias principalmente os negros e índios, não esqueçamos de Luther King, Malcolm X e outros, já por aqui tudo é feito em um jogo de cena de dar pena,os próprios negros se discriminam,estranhamente ao atingirem um certo nível sócio cultural ou econômico, parecem mudar de cor, o antes negraõ, tição, resto de asfalto, passa a ser aquele senhor mulato, marrom bombom, e outras hipocrisias mais, e o modelo de beleza a ser seguido por uma população mestiça, onde a maioria vem de ancestrais negros, são as xuxas, angélicas, elianas da vida etc., pobre Brasil enquanto não souber sua identidade ,seguirá o destino dos incautos, a sombra dos ideários made in qualquer lugar.
Sinto desapontar os que insistem em tratar como iguais partes desiguais de um país, desigual, gostaria de obter a explicação lógica para que um cidadão que trabalha o dia inteiro, chega em casa as 18,00hs,mal toma um banho vai para a escola ,La ficando até as 23,00hs, pode competir em grau de igualdade com um mauricinho que estuda em colégio particular de manhã, a tarde faz curso de inglês, natação e a noite cursinho para o vestibular, me parece estarmos no país do faz de conta,não importa se é branco, negro, cafuzo, mameluco, sendo pobre as portas estão fechadas neste país, cabendo a cada um utilizar as ferramentas que lhe convierem para abri-las,ou então conformar-se a ser mais um a lamentar na multidão,oh destino cruel.


Vamos a uma história real. Nos do Instituto Apoiar (www.institutoapoiar.org.br ) estamos acompanhando um bairro ilegal em São João del-Rei chamado Águas Gerais. Este bairro estálocalizada abaixo da Serra do Lenheiro. Ao visitarmos o bairro deparamos com a seguinte situação:
1 – maioria da população é negra;
2 – água tratada – inexistente;
3 – posto de saúde – inexistente;
4 – Transporte urbano – inexistente;
5 – Pavimentação – apenas uma rua;
6 – Educação – inexistente escola para qualquer idade;
7 – Iluminação pública – precária;
8 – Esgoto – inexistente;
9 – Segurança Pública - inexistente.
Em visitas freqüentes ao bairro constatamos que o bairro é ilegal, ou seja, os moradores foram dividindo a terra em lotes e eles mesmos definem as ruas, abrindo-as com as próprias mãos. Ninguém tem o título de propriedade dos terrenos. Para completar aparece um mafioso morador de outro bairro, que está apoderando de algumas áreas e implantando o regime do medo. O nome dele é Zé Capitão, e como capitão encarna o poder. Mas vamos a um caso especifico de uma família que somos até bons amigos. Todos os irmãos constituíram família e vão dividindo o terreiro do pai, cada um fazendo sua casa. São muito unidos. Mas este ano não tem sido muito bom para esta família. O cunhado de um deles era homossexual e morava com um garoto, era negro, pai de santo e foi assassinado por um grupo de 3 garotos. Nesta mesma família, Marilda casa trocadora de coletivo urbano, casada com Carlos (lixeiro) têm 2 filhos. Recentemente, Marilda caiu no ônibus e bateu com a cabeça no chão. Meses depois, começa a desmaiar e descobriu que está com aneurisma. Não preciso falar sobre sua peregrinação pelo SUS. Como se nada disso bastasse, seu casamento não caminhava bem, e caiu na tentação de uma pulada de cerca. Seu marido descobre e separam. O marido apaixonado não agüentou 3 meses e enforcou-se. Desgraça pouca é bobagem. Para encurtar a história, este é apenas um caso, temos vários outros. Enfim, neste bairro algumas garotas já oferecem o tele sexo (ligam para homens e oferecem o serviço. Para cada tipo de posição tem uma tabela de preço). Os garotos viram aviãozinho. Ah! A água que tomam não tem nenhum tratamento. Como tem várias minas na Serra, eles represaram a água e cada morador compra os canos e ligam na represa e por gravidade chega até seus lares. O esgoto eles ligam num pequeno córrego próximo as casas e convivem diariamente com o odor do esgoto no almoço, no jantar, no lazer, etc.
Diante deste quadro, os moradores terão condições de chegar em igualdade de condições à Universidade? Será que posso dizer a eles para lutarem, pois quem luta o céu alcança. Sobreviver aqui já é uma luta, poucos jovens passam dos 20 anos. Saber que tudo isso pode ser vencido com saneamento básico, educação, saúde, etc. é óbvio, mas não é real.
Não estou a defender as cotas, mas precisamos de um mecanismo para facilitar a mudança deste quadro. Até que não apareça um melhor, sou obrigado a defendê-las, porque cada um jovem desta comunidade que conseguir chegar à Universidade será um a menos e fará a diferença. É uma vida salva que indiretamente salvará novas vidas. É como a história da estrela do mar.
Para cerificarem da história acima acesse:
A grande dificuldade de aceitação de ações pro ativas e inclusivas para com grupos étnicos ou sociais que viveram a margem da sociedade durante séculos, é que costumamos ver a situação do lado mais confortável da situação, olhamos apenas para nossos umbigos, vejam o nível de criminalidade, compare os entre brancos e negros, compare os níveis salariais de brancos e negros em uma mesma função, busquem dados sobre a evasão escolar entre brancos e negros, depois disso ai sim poderemos ter uma discução de qualidade, não apenas de retórica vazia.