quarta-feira, 18 de julho de 2012
gestão tributaria
Em resumo...
Os tributos sobre o consumo representam mais da metade do total dos tributos arrecadados. Acabam atingindo, mais fortemente, os mais pobres, pois estes gastam tudo que ganham no consumo. E em tudo que gastam estão embutidos os tributos.
No preço de toda mercadoria, ou serviços comprados, estão embutidos diversos tributos.
E estes são suportados, exclusivamente, pelos consumidores finais.
Quanto mais o produto comprado tiver valores agregados, isto é, por quanto mais fases, ou intermediários, passar para ficar pronto para o consumo, maior será o valor dos tributos pagos pelo comprador.
Um exemplo: Imaginemos a compra de uma calça, no valor de R$ 30,00.
Quando você compra a calça, está pagando, conforme destaque na nota fiscal, R$ 5,10 de ICMS Isto representa 17% do valor da calça.
Mas não é só. Ali está embutido o IPI.
Estão embutidas as contribuições: PIS/PASEP e COFINS, que são tributos que incidem sobre o faturamento bruto, ou seja, sobre o preço de venda das mercadorias.
Estão embutidas as contribuições previdenciárias, bem como o FGTS, sobre a mão-de-obra utilizada na produção da calça.
Estão embutidos o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, isto é, o imposto de renda pago pelas empresas, a CPMF, etc..
Ou seja, ao pagar os R$ 30,00 da calça, você está pagando todos os impostos que incidiram em todas as fases de produção dessa calça.
Os Tributos sobre o consumo podem ser: CUMULATIVOS, ou NÃO CUMULATIVOS
Tributos Cumulativos: são aqueles que acabam incidindo sobre eles mesmos, ou seja, são aplicados sobre outros impostos, nas diversas fases de produção da mercadoria.
Vejamos um exemplo simples.
Mas o mesmo princípio vale para casos mais complicados.
Já vimos que no preço das mercadorias estão incluídos vários tributos sobre o consumo
Pois bem...
Pedro, um trabalhador, vai comprar uma mercadoria.
1 - É o trabalhador Pedro quem está pagando os tributos sobre o consumo.
2 - O comerciante João tem a obrigação de entregar ao governo o valor dos tributos pagos pelo trabalhador Pedro, que comprou a mercadoria.
3 - Acontece que quando o comerciante João comprou aquela mercadoria na fábrica do Antônio, por um valor menor do que aquele pelo qual ele a vendeu ao trabalhador Pedro, também pagou os tributos sobre o consumo.
4 - O comerciante Antônio também foi obrigado a entregar ao governo o valor dos tributos sobre o consumo pago pelo comerciante João.
E então, qual é a diferença entre os tributos sobre o consumo CUMULATIVOS e os NÃO CUMULATIVOS?
Cumulativo: o comerciante João entrega ao governo todo o valor dos tributos pagos pelo trabalhador Pedro, que comprou a mercadoria.
Cuidado !
O trabalhador, ao comprar qualquer mercadoria, ou serviço paga vários tributos.
mas...
este valor só chega aos cofres do governo se...o comerciante der NOTA FISCAL, ou CUPON FISCAL.
Se não emitirem nem NOTA, nem CUPON...
Este dinheiro, em vez de ir para os cofres públicos, do governo, fica no bolso do comerciante, ou prestador de serviços.
Vimos que...
Os tributos sobre o consumo são suportados exclusivamente pelo trabalhador/consumidor, seja ele empregado, ou desempregado.
O trabalhador, mesmo desempregado, precisa de um mínimo para viver, junto com sua família. E em tudo o que ele consome há tributos incluídos no preço.
Esta forma de tributação é chamada de REGRESSIVA.
Ela atinge mais quem ganha menos. Quanto mais a pessoa ganha, uma parcela menor dos seus ganhos são usados no consumo.
tarefa
Curso: Curso de Especialização em Gestão Municipal – Turma A – Ilicínia
Disciplina: Redes de cooperação
Tutor (a): Edilene Rodrigues Calixto Gonzalez
Aluno (a): Carlos Augusto silva cunha
Tarefa 1-gestão de redes e cooperação- Carlos Augusto silva cunha
1-)Genericamente podemos conceituar redes como sendo um conjunto de organismos entidades ou pessoas que unidos e ou interligados buscam objetivos comuns em pro da sociedade. Em sua cocecução uma rede permite a circulação de elementos materiais ou imateriais entre as entidades,seguindo regras preestabelecidas e bem delimitadas.
Outros tipos da utilização do termo rede.
• redes de transporte :São o conjunto de infra-estruturas e dispositivos que permitem o transporte de pessoas e bens entre váriadas zonas geográficas,somos servidos em tres corações por um serviço de transporte que abrange através de uma concessonaria todo transporte urbano e também area rural(viação tres corações)
• redes de telefónia :È o conjunto infra-estrutural instalado para permitir a circulação e contato atravéz de voz ou mensagens entre diversos pontos telefonicos,o municipio é atendido por todas as maiores operadoras dos serviços de telefonia,oi,vivo,claro.
• Redes de saude:Sistema unico de saude,programa de saude da familia,programa saude na escola,centro de atendimento medico multidisciplinar,fundação hospitalar do estado de minas gerais.
• Rede de ensino tecnico;Serviço social da industria(sesi),serviço nacional de aprendizagem industrial(senai),Fundação vale do rio verde(universidade),serviço nacional do comercio(senac)
• Rede politico institucional:camera municipal de vereadores,união tricordiana das associações de moradores(utam),conselhos de gestaõ participativa da administração municipal,associação industrial e comercial de tres corações,sine
• Rede socio ambiental: Associação dos amigos do rio verde,associação dos trabalhadores em reciclagem,
Podemos também dentro do microcosmo municipal pegarmos por exemplo os meios de transportes inter-bairros,de estudantes da zona rural,que possuem formatos diferentes, mas a mesma finalidade,o transporte de pessoas.
Podemos entaõ concluir que os diversos elos e atores formam uma corrente ou circulo virtuoso para atender as demandas da sociedade,ou seja interesses comuns da comunidade.
3-)3.1-O que é necessário, no âmbito do município-alvo, para que as preocupações socioambientais evoluam para a implementação de redes de cooperação do campo movimentos sociais?
R:Sem sombra de duvidas que a partir da intersetorialização,multidisciplinaridade,descentralização e sustentabilidade das ações,haverá certamente a evolução para uma maior cooperatividade no campo dos movimentos sociais, tão caros a uma sociedade mais justa.
3.2- O que é necessário, no âmbito do município-alvo, para que as preocupações tecno-econômicas evoluam para a implementação de redes públicas de cooperação do campo produção e circulação?
R:Partindo-se do pressuposto de que cada organização possui políticas próprias e que para participar como elo constituinte de uma rede necessita se adequar a objetivos comuns que irão maximizar o inter-relacionamento entre os meios produtivos e os de transporte e circulação.
Requisitos básicos como confiança e flexibilidade, ação coordenada e efetividade, são essenciais na construção evolutiva do binômio produção/circulação.
3.3- O que é necessário, no âmbito do município-alvo, para que as preocupações político-institucionais evoluam para a implementação de redes públicas de cooperação do campo Estado e políticas públicas?
R:È notório que simples tomadas de decisões de forma verticalizadas em nada contribuem na constituição e implementação de redes no campo Estado e políticas publicas.
O grande salto se faz com a participação da sociedade não como mera coadjuvante dos processos, sim como um dos pilares de toda a ação.
O antigo modelo já se esgotou e hoje a moderna administração publica se faz com muito da participação da sociedade.
tarefa
Curso: Curso de Especialização
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Disciplina: Redes de cooperação
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Tutor (a): Edilene Rodrigues Calixto Gonzalez
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Aluno (a): Carlos Augusto silva cunha
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Tarefa 1-gestão de redes e cooperação- Carlos Augusto silva cunha
1-)Genericamente podemos conceituar redes como sendo um conjunto de organismos entidades ou pessoas que unidos e ou interligados buscam objetivos comuns em pro da sociedade. Em sua cocecução uma rede permite a circulação de elementos materiais ou imateriais entre as entidades,seguindo regras preestabelecidas e bem delimitadas.
Outros tipos da utilização do termo rede.
- redes de transporte :São o conjunto de infra-estruturas e dispositivos que permitem o transporte de pessoas e bens entre váriadas zonas geográficas,somos servidos em tres corações por um serviço de transporte que abrange através de uma concessonaria todo transporte urbano e também area rural(viação tres corações)
- redes de telefónia :È o conjunto infra-estrutural instalado para permitir a circulação e contato atravéz de voz ou mensagens entre diversos pontos telefonicos,o municipio é atendido por todas as maiores operadoras dos serviços de telefonia,oi,vivo,claro.
- Redes de saude:Sistema unico de saude,programa de saude da familia,programa saude na escola,centro de atendimento medico multidisciplinar,fundação hospitalar do estado de minas gerais.
- Rede de ensino tecnico;Serviço social da industria(sesi),serviço nacional de aprendizagem industrial(senai),Fundação vale do rio verde(universidade),serviço nacional do comercio(senac)
- Rede politico institucional:camera municipal de vereadores,união tricordiana das associações de moradores(utam),conselhos de gestaõ participativa da administração municipal,associação industrial e comercial de tres corações,sine
- Rede socio ambiental: Associação dos amigos do rio verde,associação dos trabalhadores em reciclagem,
Podemos também dentro do microcosmo municipal pegarmos por exemplo os meios de transportes inter-bairros,de estudantes da zona rural,que possuem formatos diferentes, mas a mesma finalidade,o transporte de pessoas.
Podemos entaõ concluir que os diversos elos e atores formam uma corrente ou circulo virtuoso para atender as demandas da sociedade,ou seja interesses comuns da comunidade.
3-)3.1-O que é necessário, no âmbito do município-alvo, para que as preocupações socioambientais evoluam para a implementação de redes de cooperação do campo movimentos sociais?
R:Sem sombra de duvidas que a partir da intersetorialização,multidisciplinaridade,descentralização e sustentabilidade das ações,haverá certamente a evolução para uma maior cooperatividade no campo dos movimentos sociais, tão caros a uma sociedade mais justa.
3.2- O que é necessário, no âmbito do município-alvo, para que as preocupações tecno-econômicas evoluam para a implementação de redes públicas de cooperação do campo produção e circulação?
R:Partindo-se do pressuposto de que cada organização possui políticas próprias e que para participar como elo constituinte de uma rede necessita se adequar a objetivos comuns que irão maximizar o inter-relacionamento entre os meios produtivos e os de transporte e circulação.
Requisitos básicos como confiança e flexibilidade, ação coordenada e efetividade, são essenciais na construção evolutiva do binômio produção/circulação.
3.3- O que é necessário, no âmbito do município-alvo, para que as preocupações político-institucionais evoluam para a implementação de redes públicas de cooperação do campo Estado e políticas públicas?
R:È notório que simples tomadas de decisões de forma verticalizadas em nada contribuem na constituição e implementação de redes no campo Estado e políticas publicas.
O grande salto se faz com a participação da sociedade não como mera coadjuvante dos processos, sim como um dos pilares de toda a ação.
O antigo modelo já se esgotou e hoje a moderna administração publica se faz com muito da participação da sociedade.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Gaged e Rais
· Fragilidades e Fortalezas da RAIS e CAGED
· Para Januzzi, RAIS é um retrato parcial do mercado de trabalho brasileiro, não representativo em termos globais, regionais e setoriais. Pela sua própria regulamentação, a RAIS exclui do seu universo os trabalhadores autônomos, empresários sem vínculo empregatício formal com sua organização e a mão de obra sem registro em carteira de trabalho. Está fora do levantamento da RAIS grande parcela do mercado de trabalho brasileiro. Mesmo com estas limitações, as informações da RAIS podem ser de grande utilidade para o planejamento público, em especial, para o planejamento municipal ou micro-regional, pela possibilidade de desagregação espacial de seus dados e sua periodicidade anual.
· De fato, na falta de outras fontes, a RAIS tem sido empregada para analisar mudanças da estrutura ocupacional dos mercados formais de trabalho nas diversas regiões e localidades do país, subsidiando a formulação e acompanhamento de programas de qualificação de mão de obra.
· Já o sistema CAGED foi criado com o objetivo mais específico de acompanhar e fiscalizar o processo de admissão e dispensa de trabalhadores. Pela lei que o instituiu, as empresas com empregados celetistas são obrigadas a declarar mensalmente a movimentação de seus empregados, informando acerca de suas características básicas (sexo, idade, escolaridade) e ocupacionais (ocupação, regime de horas, remuneração mensal). Pelas mesmas razões apontadas para a RAIS, o CAGED também não pode ser usado como uma fonte de dados representativos da totalidade do mercado de trabalho. Contudo, ainda que com cobertura parcial, a fonte pode ser usada para cômputo de indicadores conjunturais do mercado de trabalho, como taxa de flutuação do emprego, taxa de rotatividade da mão de obra etc.
·
· A gestão governamental do setor do trabalho conta com o importante instrumento de coleta de dados denominado de Relação Anual de Informações Sociais - RAIS. Instituída pelo Decreto nº 76.900, de 23/12/75, a RAIS tem por objetivo:
- o suprimento às necessidades de controle da atividade trabalhista no País,
- o provimento de dados para a elaboração de estatísticas do trabalho,
-a disponibilização de informações do mercado de trabalho às entidades governamentais.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED foi criado pelo Governo Federal, através da Lei nº 4.923/65, que instituiu o registro permanente de admissões e dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
Este Cadastro Geral serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que subsidia a tomada de decisões para ações governamentais.
É utilizado, ainda, pelo Programa de Seguro-Desemprego, para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas, além de outros programas sociais.
- o suprimento às necessidades de controle da atividade trabalhista no País,
- o provimento de dados para a elaboração de estatísticas do trabalho,
-a disponibilização de informações do mercado de trabalho às entidades governamentais.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED foi criado pelo Governo Federal, através da Lei nº 4.923/65, que instituiu o registro permanente de admissões e dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
Este Cadastro Geral serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que subsidia a tomada de decisões para ações governamentais.
É utilizado, ainda, pelo Programa de Seguro-Desemprego, para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas, além de outros programas sociais.
· Por buscarem dados quase que exclusivamente no mercado formal de empregos, tanto a raís quanto a caged, tem neste quesito seu ponto de fragilidade, pois sabemos que a maioria do mercado de trabalho no Brasil esta ocupada pela informalidade, e o subemprego.
·
· Existem diferenças entre as características da RAIS e as características do CAGED. São relacionadas a seguir as diferenças mais significativas.
ITEM | RAIS | CAGED |
Levantamento | Anual | Mensal |
tipo de vínculo | qualquer tipo: estatutários, celetistas, temporários, avulsos; | apenas os celetistas |
Abrangência | Todos os empregados do ano base em 31/12 e movimentação dos admitidos e desligados mês a mês | Apenas a movimentação de admitidos e desligados |
Obrigatoriedade | Todos os estabelecimentos, mesmo aqueles que não apresentaram movimentação | Apenas os estabelecimentos que apresentaram movimentação |
Útil para estudos | Estruturais do mercado de trabalho formal | de análise de conjuntura do mercado de trabalho formal |
· Ao analisar os dados acima podemos ver que as fortalezas da rais e da caged, estão na fiducidade das informações colhidas, e seus prontos de fragilidade, na ausência de pesquisas consistentes do mercado informal no país que é gigantesco.
· Fonte quadro 1:http://www.mte.gov.br/pdet/o_pdet/reg_admin/comparativo.asp
· Estrutura da Rais
·
Devem apresentar declaração à Rais todas as pessoas jurídicas que, independentemente de organização empresarial, tenham mantido, como empregadores, qualquer relação de emprego durante o ano a que se referem as informações. O formulário próprio para esse fim deve ser respondido entre janeiro e abril de cada ano, com informações relativas a todas as relações de emprego ocorridas ao longo do ano-base.
Devem apresentar declaração à Rais todas as pessoas jurídicas que, independentemente de organização empresarial, tenham mantido, como empregadores, qualquer relação de emprego durante o ano a que se referem as informações. O formulário próprio para esse fim deve ser respondido entre janeiro e abril de cada ano, com informações relativas a todas as relações de emprego ocorridas ao longo do ano-base.
·
· São perfeitamente caracterizáveis dois conjuntos de informações na Rais: as relativas aos estabelecimentos (localização, atividade econômica, tamanho, etc.) e as relativas a cada um dos empregados que tenham tido vínculo empregatício com esses estabelecimentos durante o ano-base (idade, ocupação, remuneração, grau de instrução, etc.). Essas informações recebem tratamento estatístico e são postas à disposição dos usuários por meio de publicações, disquetes ou CD-ROM.
·
· As principais tabelas divulgadas pelas Rais abrangem informações relativas a:
·
· · Número de empregados existentes em 31 de dezembro do ano-base, segundo as características que possam qualificá-los quanto à faixa etária, grau de instrução, tamanho do estabelecimento, natureza do vínculo, tempo de serviço, remuneração, nacionalidade, ocupação, etc.;
·
· · Flutuação do emprego, discriminando admissões e desligamentos ocorridos durante o ano, assim como as características que permitam a análise dessa flutuação e suas oscilações ao longo do ano;
·
· · Remuneração, com informações que propiciem a análise da estrutura e do comportamento dessa variável; e
·
· · Estabelecimentos, com informações sobre a distribuição geográfica e setorial dos estabelecimentos declarantes, conforme o tamanho em 31 de dezembro do ano-base.
·
· O número de estabelecimentos que apresentam declarações à Rais difere ano a ano, o que dificulta discriminar se a variação do emprego se deve a um real aumento ou redução decorrente da situação do mercado de trabalho e/ou a um melhor desempenho na declaração. A definição de um painel fixo, referido à quase totalidade dos estabelecimentos, visa superar tal dificuldade, possibilitando a comparação dos totais de vínculos empregatícios existentes nos estabelecimentos que responderam a pelo menos duas Rais consecutivas.
·
· fonte;http://portal.mec.gov.br/index.php?catid=190:setec&id=12526:informacoes-gerais-sobre-a-pnad-objetivos-da-rais-e-do-caged&option=com_content&view=article
·
Estrutura do Caged
Os dados do Caged são coletados por meio de formulário próprio, também disponível em fita magnética ou disquete. O formulário apresenta dois módulos distintos de informações:
- Módulo I, que se utiliza das informações solicitadas no anverso do formulário, permite calcular o índice mensal de emprego, a taxa de rotatividade mensal e a flutuação mensal do emprego, desagregados em nível de subatividade econômica e municípios; e
- o Módulo II, que se utiliza dos dados solicitados no verso do formulário, informa os atributos de cada empregado (nome, número do PIS, sexo, idade, grau de instrução, ocupação, horas contratuais de trabalho semanal, remuneração mensal).
Fonte: apostila de estudos e Ministerio do trabalho e emprego.
(...)Mais recentemente, as informações sociais e demográficas para fins de formulação de políticas públicas municipais, no país, vêm apresentando uma demanda, no contexto da descentralização administrativa e tributária em favor dos municípios e da institucionalização do processo de planejamento público em âmbito local pela Constituição de 1988. Diversos municípios de médio e grande porte passaram a demandar com maior freqüência uma série de indicadores sociodemográficos às agências estatísticas, empresas de consultoria e outras instituições ligadas ao planejamento público, com o objetivo de subsidiar a elaboração de planos diretores de desenvolvimento urbano, de planos plurianuais de investimentos, para permitir a avaliação dos impactos ambientais decorrentes da implantação de grandes projetos, para justificar o repasse de verbas federais para implementação de programas sociais ou ainda pela necessidade de disponibilizar equipamentos ou serviços sociais para públicos específicos, por exigência legal (para portadores de deficiência, por exemplo) ou por pressão política da sociedade local (melhoria dos serviços de transporte urbano, por exemplo) (Jannuzzi & Pasquali 1999)"
A temática do censo e da pnad, são sim semelhantes, note bem semelhantes não iguais, por isso produzem resultantes variáveis, sobre um mesmo tema.
Considerações finais
A disponibilidade de um sistema amplo de indicadores sociais relevantes, válidos e confiáveis certamente potencializa as chances de sucesso do processo de formulação e implementação de políticas públicas, na medida em que permite, em tese, diagnósticos sociais, monitoramento de ações e avaliações de resultados mais abrangentes e tecnicamente mais bem respaldados.
Contudo, não se deve superestimar o papel e a função dos Sistemas de Indicadores Sociais neste processo, como se a formulação e implementação de políticas públicas dependessem exclusiva ou prioritariamente da qualidade dos insumos informacionais. Na realidade, esse processo de planejamento no setor público ou em qualquer outra esfera está longe de ser uma atividade técnica estritamente objetiva e neutra, conduzida por tecnocratas iluminados e insuspeitos. O processo é, ao mesmo tempo, muito mais complexo e falível do que preconizam os modelos clássicos de planejamento (Bromley 1982, NEPP 1999). Em primeiro lugar, os diagnósticos, por mais abrangentes que sejam, são retratos parciais e enviesados da realidade, espelham aquilo que a visão de mundo e a formação teórica dos técnicos de planejamento permitem ver ou priorizam enxergar. Assim, as soluções visualizadas e as especificações dos programas estão determinadas, a priori, pelas limitações do diagnóstico e, em última instância, pelas limitações dos conhecimentos científicos aportados pelas diferentes disciplinas acerca dos fenômenos sociais, fenômenos inerentemente complexos. Além disso, a defasagem entre o planejamento e ação pode tornar inadequadas as iniciativas formuladas em virtude de mudanças do contexto social e de novos desafios não antevistos no planejamento. Por fim, a implementação das políticas está sujeita ao papel crucial desempenhado pelos agentes encarregados de colocá-la em ação, que podem potencializar ou criar barreiras adicionais a sua efetivação. Como tem mostrado a experiência histórica, a resistência às mudanças – legítimas ou não- pelos agentes implementadores, os embates corporativos ou político-partidários entre as diferentes esferas de poder público são elementos que não podem ser desprezados no processo de formulação e implementação de políticas públicas no Brasil. Como toda atividade sócio-política, é importante garantir a participação e controle social no processo, a fim de legitimá-lo perante a sociedade, garantir o compromisso dos agentes implementadores e potencializar a efetividade social almejada pelas políticas públicas. Afinal, as decisões públicas são sempre difíceis, já que os recursos são em geral sempre insuficientes para atender a totalidade dos problemas. Construir mais escolas, salas de aula ou quadras esportivas pode implicar na construção de um número menor de moradias populares; aumentar e diversificar o atendimento médico e hospitalar pode limitar o alcance de programas de expansão de infraestrutura urbana para áreas ainda não atendidas; melhorar e subsidiar o transporte público pode concorrer com as necessidades de ampliação de vagas em creches e asilos.
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